Investigadores acham em Cabo Verde vestígios da cela mais temida do Tarrafal

Os arqueólogos detectaram vestígios materiais associados à antiga “Frigideira”, uma cela de punição do campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde. Segundo o comunicado do Governo, foram identificados durante escavações arqueológicas em curso. “Foram identificados vestígios materiais associados à antiga ‘Frigideira’, estrutura de isolamento disciplinar reconhecida como o principal dispositivo de punição extrema do…
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A estrutura é uma marca da repressão vivida durante a ditadura portuguesa e foi construída após uma tentativa de fuga colectiva em 02 de Agosto de 1937. Era uma cela de “privação de ventilação, exposição térmica elevada e isolamento prolongado.
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Os arqueólogos detectaram vestígios materiais associados à antiga “Frigideira”, uma cela de punição do campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde.

Segundo o comunicado do Governo, foram identificados durante escavações arqueológicas em curso.

“Foram identificados vestígios materiais associados à antiga ‘Frigideira’, estrutura de isolamento disciplinar reconhecida como o principal dispositivo de punição extrema do sistema prisional instalado no local”, descreveu em comunicado.

A estrutura é uma marca da repressão vivida durante a ditadura portuguesa e foi construída após uma tentativa de fuga colectiva em 02 de Agosto de 1937. Era uma cela de “privação de ventilação, exposição térmica elevada e isolamento prolongado”, acrescentou.

A campanha arqueológica em curso no antigo campo de concentração, actual Museu da Resistência, serve para preparar a candidatura do espaço a Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Os trabalhos são realizados pelo Instituto do Património Cultural (IPC) de Cabo Verde e contam com a participação de André Teixeira, professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

A intervenção visa documentar, analisar e interpretar a evolução do complexo, com atenção às estruturas de controlo e repressão, e detetar vestígios de construções e equipamentos desaparecidos.

O campo de concentração do Tarrafal, diz a Lusa, encarcerou presos políticos sob domínio colonial português em duas fases, entre 1936 e 1954 e entre 1961 e 1974, período durante o qual sofreu várias alterações.

 

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