Centro educacional ambiciona transformar arte num instrumento de inclusão social em Angola

O Centro Educacional de Artes Etona em Angola (CEA), ambiciona transformar a arte num instrumento de inclusão social, capacitação juvenil, valorização da identidade cultural e promoção da cidadania através de uma oferta formativa nas áreas das artes visuais, dança, música, teatro e design de moda. O novo espaço de formação artística e desenvolvimento cultural, foi…
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O CEA surge igualmente como resposta à necessidade crescente de criação de estruturas dedicadas à formação artística em Angola, combinando ensino técnico, prática criativa e ligação ao mercado cultural e criativo.
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O Centro Educacional de Artes Etona em Angola (CEA), ambiciona transformar a arte num instrumento de inclusão social, capacitação juvenil, valorização da identidade cultural e promoção da cidadania através de uma oferta formativa nas áreas das artes visuais, dança, música, teatro e design de moda.

O novo espaço de formação artística e desenvolvimento cultural, foi inaugurado esta Quarta-feira, 13, em Luanda, e conta com o apoio da Plataforma Social KUENA na sua concepção, estruturação e sustentabilidade operacional.

Segundo um comunicado enviado à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, o CEA surge igualmente como resposta à necessidade crescente de criação de estruturas dedicadas à formação artística em Angola, combinando ensino técnico, prática criativa e ligação ao mercado cultural e criativo.

“Inspirado na filosofia do etonísmo, o Centro Educacional de Artes Etona posiciona-se como um espaço de criação, valorização das expressões culturais nacionais e desenvolvimento humano através da arte”, lê-se no documento.

A instituição, ressalta a nota, vai disponibilizar cursos de artes Vvisuais, dança, música, teatro e design de moda, através de um modelo pedagógico baseado em prática artística, ensaios colectivos, apresentações públicas e desenvolvimento de competências profissionais.

No entanto, refere ainda o projecto prevê a formação anual de cerca de 670 jovens e profissionais, apostando na empregabilidade, no empreendedorismo artístico e na valorização das carreiras ligadas às indústrias culturais e criativas.

Para o artista plástico Etona, o CEA nasce de um sonho antigo, criar um espaço onde os jovens possam descobrir o seu talento, desenvolver a sua criatividade e olhar para a arte como uma profissão e uma ferramenta de transformação social.

“Queremos formar artistas, mas também cidadãos mais conscientes da sua identidade, da sua cultura e do seu papel na sociedade. Este centro é um investimento no futuro cultural de Angola”, afirma o artista.

Além do apoio institucional e estrutural já dado ao projecto, a Plataforma Social KUENA continuará envolvida no funcionamento do centro, assegurando a gestão integrada organizacional, numa lógica de consolidação e continuidade da iniciativa.

Por outro lado, a presidente da Plataforma Social KUENA, Lilian Weyll, disse que acreditam que a arte tem poder para transformar vidas, criar oportunidades e reforçar a identidade cultural de um país, toda via, o centro Educacional de Arte Etona representa exactamente essa visão, um espaço de formação, inclusão e desenvolvimento humano através da criatividade.

“A Plataforma Social KUENA orgulha-se de ter apoiado a concepção e estruturação deste projecto e continuará comprometida com o seu funcionamento e sustentabilidade, para que cada vez mais jovens angolanos encontrem na arte um caminho de capacitação, dignidade e futuro”, sublinha Lilian.

Entretanto, acrescenta a nota, o Centro Educacional de Artes Etona começou a ser estruturado em 2025 e integra uma visão mais ampla de promoção da educação artística, inclusão social e valorização da cultura angolana contemporânea.

“O programa da inauguração incluiu o corte da fita inaugural, descerramento da placa, visita guiada às instalações e apresentação oficial dos cursos e do modelo pedagógico do centro. A cerimónia contou com a presença da ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento, de agentes culturais, artistas e convidados do sector criativo, incluindo membros da administração local e diversas personalidades ligadas à cultura e à intervenção social”, finaliza.

 

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