Num discurso crítico e profundamente estratégico nas Nações Unidas, em Genebra, o jurista angolano Carlos Maria Feijó defendeu que África precisa de construir um modelo próprio de Estado de Direito, baseado nas suas tradições, culturas e filosofias políticas e não apenas replicar modelos ocidentais. Durante a apresentação do relatório “The Rule of Law in Africa”,…
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Entre críticas ao legado colonial, defesa do pluralismo jurídico e elogios aos avanços de países como Angola, Ruanda e Cabo Verde, o jurista afirmou que o continente não deve ser visto como um espaço de défices institucionais, mas como um laboratório global de inovação jurídica e política.
Num discurso crítico e profundamente estratégico nas Nações Unidas, em Genebra, o jurista angolano Carlos Maria Feijó defendeu que África precisa de construir um modelo próprio de Estado de Direito, baseado nas suas tradições, culturas e filosofias políticas e não apenas replicar modelos ocidentais.
Durante a apresentação do relatório “The Rule of Law in Africa”, da Global Rule of Law Commission, o professor lançou uma das frases mais marcantes da sessão: “África não é um continente apenas marcado por défices do Estado de Direito, mas um laboratório de inovação jurídica e política.”