O Banco Mundial está a realizar uma avaliação estratégica dos corredores económicos da Guiné Equatorial, numa iniciativa destinada a reforçar a integração regional, dinamizar o comércio intra-africano e aumentar o contributo das infra-estruturas para o crescimento económico sustentável do país.
A acção enquadra-se no Programa de Avaliação do Sector de Infra-estrutura (InfraSAP), uma ferramenta concebida para optimizar o desempenho dos corredores de transporte regionais e potenciar a sua contribuição para o desenvolvimento económico da Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC). O objectivo passa por melhorar a conectividade da Guiné Equatorial com os mercados regionais, estimular a criação de emprego e reforçar a competitividade da economia nacional.
Segundo um documento oficial, o trabalho do Banco Mundial incluirá uma análise aprofundada dos fluxos logísticos, a modelação do comércio transfronteiriço e a formulação de recomendações de políticas públicas orientadas para o aumento da eficiência operacional dos corredores económicos.
A iniciativa surge num contexto de aproximação crescente entre o Governo equato-guineense e o Grupo Banco Mundial, que têm vindo a aprofundar a cooperação em torno de uma agenda centrada na diversificação económica, no fortalecimento do sector privado e na redução da dependência dos hidrocarbonetos, principal fonte de receitas do país.
No âmbito desta parceria, o Executivo inaugurou oficialmente as sessões de trabalho da missão técnica de alto nível do Banco Mundial dedicada à estratégia nacional para os corredores económicos e comerciais da CEMAC.
Durante a cerimónia de abertura, a ministra Delegada para o Tesouro e Património do Estado, Milagrosa Obono Angüe, reiterou a ambição do Governo de transformar a Guiné Equatorial num dos principais centros logísticos da sub-região.
Segundo a governante, o desenvolvimento de corredores transfronteiriços terrestres, marítimos e aéreos representa mais do que um instrumento de integração económica, constituindo igualmente uma prioridade estratégica sustentada pelos investimentos realizados pelo Estado em infra-estruturas nas últimas décadas.
Numa demonstração da orientação prática que pretende imprimir ao processo, o Governo instou a equipa técnica do Banco Mundial a avançar para além do diagnóstico e a concentrar esforços na identificação de soluções financeiras e operacionais concretas que permitam acelerar a implementação dos projectos prioritários.
Entre as áreas consideradas críticas destacam-se a criação de mecanismos mais eficazes de coordenação transfronteiriça, a modernização dos postos fronteiriços e sistemas de portagem através da digitalização, incluindo o recurso ao programa regional CARDIF, bem como a estruturação de parcerias público-privadas capazes de atrair investimento estrangeiro directo para a manutenção e sustentabilidade das infra-estruturas.
A aposta nos corredores económicos reflecte uma tendência crescente em África de utilização das infra-estruturas de transporte como instrumento de integração regional e diversificação produtiva.





