Angola Indie Game Hub (AIGH) foi apresentado nesta Quinta-feira, 11, no Angotic 2026, com objectivo de profissionalizar amantes, interessados, conhecedores e executores da indústria global de videojogos.
Em entrevista à Forbes África Lusófona, o CEO da AIGH, Vivaldo Zacarias, explicou que a meta é criar a proposta de um mercado interno que pode receber financiamento e solicitação externas.
Temos a nossa plataforma agora funcional, onde todos os interessados, seja de marketing, seja de gestão de projecto, seja desenvolvedor, consigam estar inscrito. A capacidade de pessoas ou a nível de cada pessoa que for inscrita, a sua necessidade e a sua competência nós conseguimos perceber o currículo necessário para fortalecermos a indústria.
Segundo Vivaldo Zacarias, a Angola Indie Game Hub tem parcerias com algumas empresas nacionais, internacionais e profissionais independentes com capacidades, visando para criar um currículo que será passado em épocas de incubação e eventos.
“Para tal, seria necessário ter uma estrutura enorme que, felizmente, por meio de resultados que nós obtivemos, até agora, conseguimos fazer pré-acordos com três universidades, nomeadamente Universidade Católica UCAN, Instituto Superior Politécnico Metropolitano de Angola (IMETRO) e Universidade Metodista de Angola (UMA)”, apontou.
O responsável da empresa reconhecida como o melhor programa de videojogos em Angola e um dos top 8 mundiais em aceleração de jogos, pela GJ+ reforçou que as três universidades vão ser os hubs para o arranque dos primeiros passos, como capacitação, eventos, encontros da comunidade.
“A AIGH nesse momento é a sede de África da Game Jam Plus, que é a maior maratona de desenvolvimentos de videojogos, com um período de oito meses onde eles saem do zero para o profissional com incubação aceleração e preparação para o negócio. Sendo a sede nós já fizemos duas semifinais africanas presenciais em Angola. Conseguimos trazer 10 países. Estamos agora a nos preparar para fazermos em 2027 dois grandes eventos, que são consideradas as finais. Temos a semifinal africana para Março, onde já temos pré-inscritos 50 países que querem vir para Angola conhecer o nosso país e poderem participar da final”, frisou.
O CEO disse ainda que a final mundial será novamente no Brasil, em Brasília, no maior evento de tecnologia da América Latina, que é o Inova Summit.
“E para os gamers, os desenvolvedores, temos o mundial da Arábia Saudita 2027. Então, temos um ecossistema preparado para o próximo ano conseguimos pisar os maiores palcos de ambos os lados da indústria, mas com o ponto principal, a construção da nossa indústria local, a partilha e monetização dos profissionais e de todos aqueles que têm interesse de se tornar profissional em Angola”, ressaltou.
Contudo, a Angola Indie Game Hub tem como missão conectar, educar e amplificar os game makers de Angola, levando o país ao mapa do gaming internacional.





