O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta quinta-feira que os contactos, entendimentos e parcerias estabelecidos durante a Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, realizada em Luanda, representam uma importante oportunidade para reforçar a projecção internacional de Moçambique, atrair investimento estrangeiro, criar emprego e acelerar o desenvolvimento económico sustentável do país.
Falando em conferência de imprensa de balanço da sua participação no evento, o Chefe do Estado considerou que a visita de trabalho à República de Angola produziu resultados positivos no quadro da estratégia de diplomacia económica que o Governo tem vindo a promover para captar investimentos e diversificar a economia nacional.
Segundo Daniel Chapo, a participação de Moçambique na cimeira permitiu apresentar o potencial económico do país a investidores, instituições financeiras internacionais e líderes empresariais de diferentes regiões do mundo, reforçando a confiança dos parceiros internacionais nas oportunidades existentes no mercado moçambicano.
O Presidente destacou que a diversificação económica continua a ser uma prioridade estratégica do Governo, sobretudo numa fase em que o país se prepara para beneficiar das receitas provenientes dos grandes projectos de gás natural.
“Temos afirmado reiteradamente que a nossa visão é evitar que a economia fique excessivamente dependente dessas receitas, apostando na diversificação económica”, afirmou.
O Chefe do Estado referiu que a experiência de Angola na redução da dependência do sector petrolífero constitui uma referência importante para Moçambique, destacando os investimentos realizados pelos angolanos em áreas como agricultura, turismo, logística e transportes.
“Constatámos que os nossos irmãos angolanos partilham a mesma visão”, sublinhou.
Durante a cimeira, Daniel Chapo apresentou o turismo como um dos principais motores do crescimento económico nacional, destacando o elevado potencial do sector para gerar emprego, rendimento e inclusão social.
Segundo explicou, o turismo possui uma capacidade única de beneficiar directamente comunidades locais, criar oportunidades para jovens e mulheres e estimular o desenvolvimento de pequenas e médias empresas.
“O turismo tem uma enorme capacidade de gerar emprego, sobretudo para jovens e mulheres, criar rendimento para todos os estratos sociais e promover a inclusão social”, afirmou.
O Presidente acrescentou que a conferência permitiu consolidar uma visão comum entre países africanos e parceiros internacionais sobre a necessidade de mobilizar mais investimentos para transformar o continente num destino turístico global cada vez mais competitivo.
No caso de Moçambique, foram apresentadas as vantagens comparativas do país, incluindo os cerca de 2.700 quilómetros de costa, as ilhas, os parques nacionais, as áreas de conservação, o património histórico e cultural, bem como as oportunidades existentes nos sectores da agricultura, energia, indústria, logística e transformação digital.
Durante a sua intervenção, Daniel Chapo abordou igualmente a questão da segurança, esclarecendo aos investidores internacionais que os actos terroristas registados na província de Cabo Delgado estão circunscritos a determinadas zonas do extremo norte daquela província e não representam a realidade do restante território nacional.
O Presidente destacou o trabalho desenvolvido pelas Forças de Defesa e Segurança, com o apoio de países parceiros, para garantir a estabilidade e criar condições favoráveis ao investimento e ao desenvolvimento económico.
À margem da cimeira, o Chefe do Estado manteve um encontro bilateral com o Presidente de Angola, João Lourenço, durante o qual foram analisadas as relações de cooperação entre os dois países e discutidas medidas para reforçar os laços económicos e comerciais.

Entre os temas abordados esteve a expansão das ligações aéreas entre Luanda e Maputo, actualmente asseguradas por cinco voos semanais, existindo perspectivas para a implementação de voos diários no futuro.
A agenda presidencial incluiu ainda encontros com a Secretária-Geral da ONU Turismo, dirigentes do World Tourism Forum Institute e diversos investidores internacionais interessados em desenvolver projectos em Moçambique.
Entre os potenciais parceiros figuram representantes do Grupo OPAIA, Grupo Emerald, empresas dos Emirados Árabes Unidos e da Mota-Engil, com interesse em investir em sectores estratégicos como turismo, infra-estruturas, logística, agroindústria e desenvolvimento económico.
O Presidente reuniu-se igualmente com Khalid Hassan Algahtan, Presidente e CEO da Rikaz Holding, e com Carlos Mota Santos, Presidente e CEO da Mota-Engil, para analisar novas oportunidades de investimento e reforçar parcerias já existentes.
Segundo Daniel Chapo, os encontros permitiram identificar projectos concretos e alinhar perspectivas de cooperação para a mobilização de capital internacional destinado à implementação de iniciativas estruturantes em Moçambique.
Os sectores das infra-estruturas, logística, turismo e desenvolvimento do capital humano estiveram entre as principais áreas abordadas nas conversações.
O Presidente garantiu que todas as oportunidades identificadas serão acompanhadas pelas instituições nacionais competentes, incluindo a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (APIEX), o Gabinete Central de Reformas e Projectos Estratégicos da Presidência da República e os ministérios sectoriais.
“De uma forma geral, consideramos que esta visita foi extremamente positiva e produtiva”, concluiu.
Para o Chefe do Estado, os resultados alcançados em Luanda reforçam a estratégia de diplomacia económica activa adoptada pelo país e demonstram que Moçambique continua a afirmar-se como um destino atractivo para o investimento internacional, com potencial para acelerar o crescimento económico, criar emprego e melhorar as condições de vida da população.





