A Guiné Equatorial e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estão a promover a modernização dos transportes, das telecomunicações e da aviação civil para transformar o país em um importante centro logístico regional na África Central.
Segundo um comunicado publicado no Website do Governo equato-guineense, o ministro dos Transportes, Correios e Novas Tecnologias da Informação e Comunicação, Honorato Evita Oma recebeu uma delegação do BAD, chefiada pelo economista-chefe para a África Oriental, Guy Blaise Nkamleu, o encontro teve como objectivo alinhar as prioridades nacionais com o apoio financeiro e técnico do banco para a transformação do sector.
O principal objectivo da visita, refere a nota, foi analisar o documento de Estratégia do BAD para o país, aprovado em 2023, e explorar as melhores formas de colaboração futura nas áreas de transportes, telecomunicações e aviação civil.
A delegação do Banco Africano de Desenvolvimento expressou seu firme compromisso em apoiar o Ministério nesses esforços, indicando que o banco está pronto para continuar as discussões técnicas e fornecer o financiamento necessário para implementar os projectos prioritários do Governo.
Durante a reunião, o ministro Honorato Evita Oma delineou os principais desafios logísticos do país, destacando que, ao longo da rota para o Chade, a República Centro-Africana e o Congo, existem mais de 140 barreiras tarifárias que dificultam o transporte.
No entanto, diante dessa situação, recomendou a implementação urgente de tecnologias modernas e a digitalização na gestão de infraestruturas críticas, como pontes e corredores para eliminar essas barreiras e garantir sua rentabilidade.
O governante enfatizou a importância da digitalização dos corredores aéreos para reduzir os procedimentos burocráticos. Portanto, no sector das telecomunicações, foram analisadas formas de incorporar novas tecnologias que melhorem a conectividade e a gestão do sector de transportes.
Nesse contexto de cooperação, Oma também propôs o aumento do financiamento para o Aeroporto Intercontinental Ceiba e o fortalecimento da Escola Nacional de Aeronáutica para transformá-la em uma escola sub-regional de aviação civil.
Ressaltou ainda a necessidade de investimentos significativos na modernização, certificação e melhoria dos aeroportos do país.





