Moçambique enfrenta desafios relacionados com infra-estruturas tecnológicas

A transformação digital deve ser encarada não apenas como um processo tecnológico, mas também como um instrumento estratégico para impulsionar o desenvolvimento económico, promover a inclusão social e reduzir desigualdades, defendeiu, recentemente, a inspectora-Geral do Ministério das Comunicações e Transformação Digital de Moçambique, Igna Macule A responsável falava na cerimónia de abertura da Conferência sobre…
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Inspectora-Geral do Ministério das Comunicações e Transformação Digital de Moçambique diz que o Governo está a concluir a harmonização da Estratégia Nacional de Transformação Digital.
Economia

A transformação digital deve ser encarada não apenas como um processo tecnológico, mas também como um instrumento estratégico para impulsionar o desenvolvimento económico, promover a inclusão social e reduzir desigualdades, defendeiu, recentemente, a inspectora-Geral do Ministério das Comunicações e Transformação Digital de Moçambique, Igna Macule

A responsável falava na cerimónia de abertura da Conferência sobre Deficiência e Transformação Digital, que decorre sob o lema “Direitos, Inclusão Digital e Acessibilidade na Era da Inteligência Artificial”.

Igna Macule sublinhou que a Constituição da República de Moçambique garante a igualdade de direitos para todos os cidadãos, incluindo as pessoas com deficiência, defendendo que ninguém deve ficar excluído dos benefícios proporcionados pela transformação digital.

“O país continua a enfrentar desafios relacionados com as infra-estruturas tecnológicas, o acesso à Internet, a literacia digital e a acessibilidade dos serviços e plataformas digitais, factores que afectam de forma mais significativa as pessoas com deficiênciaˮ, admitiu.

Destacou ainda que o Governo está a concluir a harmonização da Estratégia Nacional de Transformação Digital, um processo participativo que contou com o envolvimento do Fórum das Associações Moçambicanas das Pessoas com Deficiência (FAMOD).

De acordo com a Inspectora Geral do MCTD, o Ministério lidera a elaboração da Estratégia Nacional de Inclusão Digital, acompanhada de um plano de acção de cinco anos, que visa promover o acesso equitativo às tecnologias digitais, priorizando pessoas economicamente desfavorecidas, pessoas com deficiência, mulheres e outros grupos em situação de maior vulnerabilidade.

Por seu turno, o Presidente do Conselho de Direcção do FAMOD, Zeca Chaúque, alertou que a transformação digital já determina o acesso à educação, ao emprego, à informação, aos serviços públicos e às oportunidades económicas, pelo que, se não for inclusiva desde a sua concepção, poderá transformar-se numa nova forma de exclusão social.

O dirigente destacou que, apesar do crescimento da conectividade no país, o fosso digital continua a afectar de forma desproporcional as pessoas com deficiência.

Zeca Chaúque sublinhou a existencia de barreiras que incluem, o elevado custo dos dispositivos e dos serviços de Internet, a reduzida disponibilidade de tecnologias assistivas, plataformas digitais sem requisitos de acessibilidade, conteúdos sem formatos alternativos, incompatibilidade com leitores de ecrã e baixos níveis de literacia digital, que contribuem para a exclusão digital.

Acrescentou ainda que todos os investimentos públicos, privados e da cooperação internacional na área da transformação digital e da inteligência artificial devem incorporar, desde a fase de concepção, princípios de acessibilidade, desenho universal, orçamento para tecnologias assistivas, recolha de dados desagregados por deficiência, capacitação dos utilizadores e mecanismos de prestação de contas.

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