Mais de 500 alunos de 21 escolas moçambicanas foram formados, desde 2024, em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), através de um programa da Fundação ExxonMobil que pretende reforçar as competências dos jovens para os sectores do futuro e que poderá ser alargado a outras províncias, caso seja garantido financiamento adicional.
O balanço foi apresentado, há dias, em Maputo, por Mariana Shaik, representante do investimento comunitário da ExxonMobil Moçambique, durante a etapa final do programa Campo de Inovação em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM África), implementado em Moçambique, Angola, Namíbia e Nigéria.
Em Moçambique, a iniciativa é desenvolvida pela Fundação ExxonMobil e pela Junior Achievement (JA) África, em parceria com a Associação Osuwela, abrangendo estudantes de 21 escolas localizadas no distrito de Marracuene, na Matola e na cidade de Maputo.
Segundo Mariana Shaik, o objectivo passa por fortalecer as competências científicas e tecnológicas dos estudantes, contribuindo para a criação de uma base de talento capaz de responder às exigências de sectores estratégicos da economia. “Estamos a tentar construir capacidade nas escolas onde estamos a operar actualmente”, afirmou, citada pela Lusa, salientando o elevado interesse demonstrado pelos participantes, muitos dos quais são incentivados a prosseguir estudos ao nível universitário.
A responsável revelou ainda que a ExxonMobil pretende expandir o programa para outras províncias moçambicanas, embora admita que essa ambição dependerá da disponibilidade de financiamento. “Temos esperança de expandir o projecto, mas isso vai depender mesmo do financiamento”, declarou.
Desde o lançamento da iniciativa, o programa contabilizou 72 finalistas, dos quais apenas quatro são seleccionados anualmente para representar Moçambique na Africa Energy Week, considerada uma das principais plataformas africanas de promoção do diálogo político, da celebração de acordos e da captação de investimento para o sector energético, realizada na Cidade do Cabo, África do Sul.
Apesar desse reconhecimento internacional, Mariana Shaik admitiu que continua a faltar financiamento para transformar os projectos desenvolvidos pelos estudantes em soluções concretas para as comunidades. Nesse sentido, a organização está a estudar mecanismos que permitam apoiar a implementação das propostas vencedoras.
“Estamos a analisar formas de, com os projectos vencedores, depois de participarem na Africa Energy Week, incentivar esses projectos a tornarem-se realidade e vê-los implementados no dia-a-dia, porque eles trazem soluções inovadoras e esperamos que possam melhorar a vida de muitos moçambicanos”, garantiu.
Por seu turno, o representante do Ministério da Educação e Cultura de Moçambique, Armando Muthemba, considerou que a iniciativa permitiu aos participantes desenvolver competências em identificação de problemas, concepção de soluções, construção de protótipos e apresentação de ideias inovadoras, reforçando capacidades como pensamento crítico, criatividade, comunicação e trabalho em equipa.
“Investir no STEM é investir na capacidade de Moçambique inovar, criar riqueza, gerar emprego qualificado e construir um futuro mais próspero para todos”, concluiu Armando Muthemba.





