“Aviação é estratégica para o crescimento económico e competitividade de Angola”, defende Ricardo D’Abreu

A aviação civil constitui um dos mais importantes instrumentos de desenvolvimento económico, competitividade e integração de Angola, afirmou esta Terça-feira, 21, o ministro dos Transportes, Ricardo D'Abreu, destacando que os investimentos realizados nos últimos anos permitiram ao país posicionar-se entre os melhores desempenhos africanos em matéria de segurança da aviação. Ao intervir na abertura da…
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Com Angola a ocupar actualmente a quarta posição entre os países africanos da ICAO em matéria de segurança da aviação civil, o ministro dos Transportes defendeu que o investimento na conectividade representa um investimento directo no crescimento económico e no futuro do país.
Economia

A aviação civil constitui um dos mais importantes instrumentos de desenvolvimento económico, competitividade e integração de Angola, afirmou esta Terça-feira, 21, o ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu, destacando que os investimentos realizados nos últimos anos permitiram ao país posicionar-se entre os melhores desempenhos africanos em matéria de segurança da aviação.

Ao intervir na abertura da ICAO Global Aviation Gender Summit, o governante sublinhou que o transporte aéreo desempenha um papel determinante na ligação entre pessoas, mercados e regiões, facilitando o investimento, impulsionando o turismo, dinamizando o comércio e reforçando a integração regional e internacional.

No caso de Angola, acrescentou, a dimensão territorial do país confere à aviação um papel ainda mais estratégico, funcionando como instrumento de coesão nacional e de aproximação entre as diferentes províncias, além de fortalecer a ligação do país aos mercados internacionais.

“É por isso que o Executivo angolano tem colocado o sector dos transportes, e em particular a aviação civil, entre as suas prioridades estratégicas. Porque acreditamos que investir na mobilidade é investir no desenvolvimento. Que investir na conectividade é investir na competitividade. E que investir na aviação é investir no futuro”, afirmou.

Segundo Ricardo D’Abreu, esta visão tem orientado uma profunda transformação do sector, assente na modernização das infra-estruturas aeroportuárias, no reforço da supervisão da segurança operacional, na actualização do quadro regulatório, na qualificação dos recursos humanos, na digitalização dos serviços e no alinhamento com os padrões internacionais definidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO).

Como resultado desse processo, recordou que Angola alcançou 83,14% de Implementação Efectiva na auditoria realizada pela ICAO em 2025, superando a meta global da organização, a média africana, fixada em 66,7%, e a média mundial, de 72,01%.

O ministro salientou que, face aos 46,85% registados em 2017, este desempenho traduz uma transformação estrutural do sistema nacional de supervisão da segurança da aviação civil, permitindo a Angola ascender à quarta posição entre os Estados da Região Africana da ICAO.

Apesar do reconhecimento internacional, Ricardo D’Abreu considerou que os resultados representam um ponto de partida para novos avanços e não um objectivo concluído.

Neste âmbito, destacou a assinatura, em 2025, do acordo entre a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) e a ICAO para a elaboração do Plano Director da Aviação Civil de Angola, um projecto avaliado em um milhão de dólares que pretende definir uma estratégia integrada para o desenvolvimento sustentável do sector.

O governante referiu igualmente a parceria estabelecida para implementar em Angola a estratégia Nova Geração de Profissionais da Aviação, destinada a reforçar a formação de quadros e a atrair novos talentos para a indústria aeronáutica.

Segundo afirmou, o futuro da aviação começa a construir-se muito antes da entrada de um profissional num cockpit ou numa torre de controlo, através do investimento na educação, na formação técnica e na criação de oportunidades para as novas gerações.

“E isso inclui, naturalmente, uma aposta clara na participação dos jovens e, de forma muito particular, das mulheres”, concluiu.

 

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