Primeira fase da construçao da autoestrada Oeste–Leste de Angola consome 21 milhões USD

O Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, através do Instituto de Estradas de Angola (INEA), e o Grupo GAV Construções assinaram, esta terça-feira, em Luanda, um memorando de entendimento para a realização dos estudos e projectos da futura Autoestrada Oeste–Leste. O acto foi presidido pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto…
ebenhack/AP
Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação informa que estudos e projectos da Autoestrada Oeste–Leste deverão estar concluídos no prazo de um ano, período após o qual serão apresentados os resultados.
Economia

O Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, através do Instituto de Estradas de Angola (INEA), e o Grupo GAV Construções assinaram, esta terça-feira, em Luanda, um memorando de entendimento para a realização dos estudos e projectos da futura Autoestrada Oeste–Leste.

O acto foi presidido pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, que informou que a primeira fase do projecto representa um investimento privado estimado em cerca de 21 milhões de dólares, destinados aos estudos de viabilidade técnica, económica, financeira e ambiental, estudos de tráfego e elaboração dos projectos de engenharia da futura infraestrutura.

Segundo o governante, a iniciativa enquadra-se na estratégia do Executivo de expansão e modernização da rede rodoviária nacional, com vista ao reforço da mobilidade, da integração territorial e da dinamização da economia.

Carlos Alberto dos Santos referiu que Angola dispõe actualmente de cerca de 80 mil quilómetros de estradas, dos quais 34 por cento integram a rede nacional e 66 por cento a rede municipal. Acrescentou que aproximadamente 49 por cento da rede rodoviária nacional se encontra estruturada, persistindo desafios relacionados com a construção, conservação e manutenção das vias.

Informou que os estudos e projectos da Autoestrada Oeste–Leste deverão estar concluídos no prazo de um ano, período após o qual serão apresentados os resultados e definida a modalidade de implementação da obra.

Esclareceu que a construção será executada de forma faseada, por troços, permitindo a participação de diferentes empresas e parceiros nacionais e internacionais.

Com uma extensão superior a 1.300 quilómetros, a futura Autoestrada Oeste–Leste deverá ligar as províncias de Benguela, através do Corredor do Lobito, Bié, Moxico e Moxico Leste, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias e reforçando a ligação de Angola aos países da região.

O ministro adiantou que o Executivo continua igualmente a desenvolver outros projectos estruturantes, destacando a futura Autoestrada Norte–Sul, cujos estudos já foram lançados, além de diversas empreitadas de construção, reabilitação e conservação de estradas e pontes em várias províncias.

Na ocasião, o representante do Grupo GAV Construções, Eugénio Cango Clemente, afirmou que a iniciativa resulta de um trabalho desenvolvido ao longo de cerca de sete anos, envolvendo contactos com diferentes instituições e potenciais parceiros.

Segundo o responsável, o grupo pretende mobilizar competências técnicas e parceiros internacionais com experiência na elaboração de projectos de autoestradas e na estruturação de financiamentos nos mercados internacionais, para apoiar a concretização da empreitada.

Eugénio Cango Clemente defendeu uma maior participação do sector privado no desenvolvimento das infraestruturas rodoviárias, considerando que o projecto poderá criar mais de mil postos de trabalho directos e indirectos durante a fase de execução, em função das necessidades de mão-de-obra, operação de equipamentos, manutenção e funcionamento dos estaleiros.

Reafirmou ainda o compromisso da empresa com o rigor técnico, a transparência, a qualidade e a defesa do interesse nacional, sustentando que a futura Autoestrada Oeste–Leste poderá constituir um importante corredor de desenvolvimento económico e de integração territorial.

Durante a cerimónia, foram igualmente apresentados dados sobre os investimentos realizados pelo Executivo no sector rodoviário, entre os quais a reabilitação de 3.800 quilómetros de estradas nacionais, a conservação de 7.396 quilómetros de vias, a asfaltagem de 487 quilómetros de arruamentos urbanos, bem como a construção e reabilitação de pontes.

Mais Artigos