O executivo congolês concluiu esta semana os processos formais com vista a assinatura do contrato, depois de o Conselho de Ministros ter dado luz verde à adjudicação do projecto a 10 de Julho, sabe a Forbes África Lusófona em primeira mão.
Com a aprovação, o processo entra agora na fase de formalização. A assinatura oficial do acordo deverá ocorrer nas próximas semanas, seguindo-se uma cerimónia de lançamento do projeto.
O Corredor do Lobito é uma das iniciativas mais relevantes em curso na África Central, ligando as zonas mineiras da RDC ao Porto do Lobito, em Angola, através de uma infraestrutura ferroviária considerada essencial para a exportação de cobre, cobalto e outros minerais críticos utilizados nas indústrias tecnológica e energética.
A concretização da concessão reforça igualmente o envolvimento dos Estados Unidos que tem vindo a apoiar o desenvolvimento do Corredor do Lobito no âmbito da sua estratégia para diversificar cadeias de abastecimento de minerais estratégicos e reduzir dependências externas em setores considerados críticos.
Recorde-se que num comunicado publicado a 15 de julho, o Bureau of African Affairs do Departamento de Estado norte-americano classificou a aprovação da concessão pela RDC como “um marco fundamental”, sublinhando que o projecto deverá impulsionar o investimento, criar emprego e reforçar o comércio entre a África Central e os mercados globais.
A mesma entidade referiu ainda que aguarda pela cerimónia oficial de assinatura para dar início à implementação dos benefícios previstos no âmbito da parceria estratégica entre os Estados Unidos e a RDC.
Para a Mota-Engil, a concessão representa um reforço da sua presença no sector das infraestruturas de transporte em África e um papel central num corredor logístico que está a assumir crescente importância geopolítica e económica.
O projecto surge num momento em que aumenta a competição internacional pelo acesso a minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética e para o desenvolvimento de tecnologias avançadas, colocando o Corredor do Lobito no centro das estratégias de investimento de governos e instituições financeiras internacionais.





