O sector petrolífero angolano atravessa um período de transformação que exige cada vez mais conhecimento, inovação, rigor técnico, segurança, eficiência, boa governação e capacidade para responder aos desafios de um mundo energético em permanente mudança.
A informação foi avançada esta Quinta-feira, 06, em Luanda, pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, ao discursar no Fórum Técnico sobre o Contributo Feminino para o Sector de Oil&Gas em Angola, sob lema “Liderança, Inovação e Desenvolvimento Sustentável”.
Segundo o governante, para enfrentar esses desafios, Angola precisa a aproveitar plenamente o seu maior recurso, que é o talento das pessoas. Para Diamantino, isso significa criar condições para que homens e mulheres possam contribuir em igualdade de exigência, responsabilidade e mérito para o desenvolvimento do sector.
“Hoje encontramos mulheres nas diferentes áreas da indústria petrolífera e do gás, na geologia, na engenharia, nas operações, na gestão, na investigação, nas áreas comerciais e financeiras e, cada vez mais, em posições de decisão e liderança. Esta presença deve ser encarada com naturalidade”, disse.
No entanto, Azevedo frisou que isto não se trata de aumentar números ou de assegurar representação, pois trata-se da competência, de aproveitar melhor o talento nacional e em última análise, de tornar as empresas e instituições mais fortes e competitivas.
Por outro lado, o ministro referiu que a participação das mulheres no sector petrolífero e do gás não é uma questão periférica, é parte integrante da capacidade do sector para melhorar a qualidade das suas decisões, fortalecer o seu desempenho e responder aos desafios do futuro.
“Queremos que cada vez mais jovens mulheres angolanas olhem para uma plataforma petrolífera, uma refinaria, um laboratório, uma sala de controle, uma empresa de serviço ou um conselho de administração e saibam que também ali existe um lugar para o seu talento, sua competência e sua liderança”, apelou Diamantino.
Portanto, assegurou que o futuro do sector petrolífero angolano será constituído pelos melhores, acrescentando que entre os melhores estarão seguramente muitas mulheres.
De acordo com Azevedo, a liderança não deve ser entendida apenas como ocupar uma posição hierárquica, considerando que é assumir responsabilidades, decidir, formar outros, criar oportunidades, deixar um legado da mesma forma, inovar não significa apenas introduzir novas tecnologias e encontrar novas formas de trabalhar, melhorar processos, aumentar a eficiência, reforçar a segurança e estar preparado para responder aos desafios do futuro.
Contudo, acrescentou ainda que falar de desenvolvimento sustentável, significa procurar um equilíbrio entre desempenho económico, segurança das operações, responsabilidade ambiental, compromisso social e criação de valor para Angola.





