Mais de 60 empresas norte-americanas operam actualmente em Angola, investindo “milhares de milhões de dólares no futuro do país”, e que, através do Corredor do Lobito, Washington está a mobilizar mais de mil milhões de dólares em financiamento público e privado para projectos de infra-estruturas.
A afirmação é da encarregada de negócios dos Estados Unidos em Angola, Shannon Cazeau, na cerimónia de abertura da segunda reunião do Comité Conjunto de Cooperação em Defesa entre os dois países (DEFCOM), no Ministério da Defesa, em Luanda.
A diplomata afirmou que o governo norte-americano está também a apoiar a modernização das Forças Armadas Angolanas através da aquisição de equipamento de defesa compatível com os padrões da NATO, em colaboração com empresas como a Oshkosh Defense, a GM Defense e a Bell/Textron.
Shannon Cazeau salientou o fortalecimento das relações militares, formalizado pela admissão recente de um cadete angolano na Academia da Força Aérea dos Estados Unidos e pela criação de um Programa de Parceria Estatal com a Guarda Nacional do Ohio.
Entretanto, disse que os Estados Unidos afirmaram que a parceria com Angola “nunca foi tão forte” e assinalaram o investimento de 160 milhões de dólares na remoção de mais de 100 mil minas no país desde 1994.
“A nossa parceria nunca foi tão forte”, declarou a diplomata, considerando que a relação bilateral, “outrora distante”, se transformou, ao longo da última década, “numa parceria assente no respeito mútuo, numa cooperação económica crescente e em interesses comuns”.
Segundo Shannon Cazeau, citada pela Lusa, o esforço de desminagem, financiado pelos Estados Unidos, “deverá tornar Angola livre de minas até ao final desta década”.




