O Senegal anunciou em Bissau que o seu país “tem um plano” de mediação para ajudar a Guiné-Bissau a sair da crise política após o golpe de Estado de 26 de Novembro.
O anúncio do ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal ocorreu no âmbito de uma visita de algumas horas a Bissau de uma delegação senegalesa, integrada ainda pelo ministro da Defesa daquele país, Yankoba Diemé.
As declarações de Cheick Niang foram transmitidas pelos órgãos de comunicação social guineenses à saída de uma audiência com o líder da Junta Militar que assumiu o poder em Bissau na sequência do golpe de Estado, o general Horta Inta-a.
“Viemos anunciar oficialmente ao Presidente, Horta Inta-a, da decisão tomada pela cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO [Comunidade Económica de Estados da África Ocidental], que teve lugar recentemente em Freetown, de designar o Senegal o mediador da crise na Guiné-Bissau”, afirmou Cheick Niang.
O responsável senegalês adiantou que a missão veio apresentar às autoridades “um plano de mediação” que vai ser concretizado em diferentes fases até ao final das eleições legislativas e presidenciais marcadas para 06 de Dezembro.
A delegação manteve igualmente encontros de trabalho com o primeiro-ministro guineense de transição, Ilídio Vieira Té, e com a ministra dos Negócios Estrangeiros, Fatumata Jau, que disse aos jornalistas que a missão se encontra em Bissau “na qualidade de país irmão e no âmbito da presidência da CEDEAO”.
“A Guiné-Bissau reiterou o seu compromisso para o cumprimento do calendário que está estabelecido para a realização das eleições previstas para o dia 06 de Dezembro”, enfatizou a governante guineense, citado pela Lusa.





