Moza Banco regressa aos lucros de 3,8 milhões de até Junho

O moçambicano Moza Banco regressou aos lucros no primeiro semestre, de 3,8 milhões de euros, depois dos prejuízos registados em igual período do ano passado, reforçando simultaneamente activos, depósitos e capital próprio. Segundo o relatório intercalar referente aos primeiros seis meses de 2026, o resultado líquido compara com prejuízos de 2,1 milhões de euros em…
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A margem financeira cresceu 13%, para 25,2 milhões de euros, enquanto as comissões líquidas aumentaram 31%, para 4 milhões de euros.
Economia

O moçambicano Moza Banco regressou aos lucros no primeiro semestre, de 3,8 milhões de euros, depois dos prejuízos registados em igual período do ano passado, reforçando simultaneamente activos, depósitos e capital próprio.

Segundo o relatório intercalar referente aos primeiros seis meses de 2026, o resultado líquido compara com prejuízos de 2,1 milhões de euros em Junho de 2025.

A margem financeira cresceu 13%, para 25,2 milhões de euros, enquanto as comissões líquidas aumentaram 31%, para 4 milhões de euros. Os activos totais aumentaram 13,6% face ao final de 2025, para 999 milhões de euros, enquanto os depósitos de clientes cresceram 6,1%, para 769 milhões de euros.

O passivo total aumentou 14,5%, para 915 milhões de euros, reflectindo sobretudo o crescimento dos depósitos e do recurso a financiamento junto do banco central e de outras instituições de crédito. Já a carteira líquida de crédito a clientes diminuiu 7,1%, para 188 milhões de euros, mantendo a tendência de redução observada ao longo de 2025.

O capital próprio do banco aumentou 5,4%, para 84 milhões de euros, sustentado pelo regresso aos resultados positivos. Em 2025, o Moza Banco, um dos cinco maiores bancos do país, registou prejuízos de 52,3 milhões de euros, resultado que a administração justificou então com uma estratégia de reforço de imparidades e saneamento de exposições de crédito.

Na altura, o banco reportou um crescimento de 16,5% da base de clientes, para mais de 305 mil, depósitos de 718,6 milhões de euros e uma redução de 29,4% da carteira líquida de crédito.

Os activos totais, diz a Lusa, recuaram 1% em 2025, para 856 milhões de euros. O regresso aos lucros acontece também numa altura em que a instituição voltou ao centro do debate público em Moçambique, 10 anos depois da intervenção do Banco de Moçambique.

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