Volume de negociações na BODIVA cresce 9,37% em Junho

O volume de negociações registado na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) atingiu 494,72 mil milhões de kwanzas no mês de Junho de 2026, representando um crescimento de 9,37% em relação ao mês anterior e uma variação homóloga positiva de 9,98%. De acordo com o Relatório Mensal de Mercado da Comissão do Mercado…
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Bolsa de Dívida e Valores de Angola diz que as obrigações do tesouro em moeda externa representaram 15,22% das negociações, com um volume de 72,32 mil milhões de kwanzas.
Economia Negócios

O volume de negociações registado na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) atingiu 494,72 mil milhões de kwanzas no mês de Junho de 2026, representando um crescimento de 9,37% em relação ao mês anterior e uma variação homóloga positiva de 9,98%.

De acordo com o Relatório Mensal de Mercado da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), o desempenho observado reflecte o dinamismo do Mercado de Capitais angolano e a crescente utilização dos seus instrumentos na mobilização de recursos financeiros e na gestão da liquidez do sistema financeiro.

Conforme o Relatório, o crescimento do montante negociado foi impulsionado, sobretudo, pelo Mercado de Operações de Reporte, que registou um aumento de 84,00% face ao mês anterior, em resultado da intensificação das operações de gestão de tesouraria entre instituições financeiras.

As Obrigações do Tesouro Não Reajustáveis continuaram a assumir um papel preponderante nas negociações realizadas no mercado regulamentado, representando 83,74% do volume total transacionado, correspondente a 414,30 mil milhões de kwanzas.

As Obrigações do Tesouro em Moeda Externa representaram 15,22% das negociações, com um volume de 72,32 mil milhões de kwanzas.

A predominância destes instrumentos evidencia a importância do Mercado de Capitais como plataforma de negociação da dívida pública, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos títulos do Estado e para o reforço da liquidez do mercado financeiro nacional.

O Relatório destaca igualmente o aumento da participação dos investidores, que totalizaram 1 851 no período em análise, mais 20,66% relativamente ao mês anterior.

Os investidores institucionais responderam por 76,84% das transações realizadas, confirmando o papel estruturante deste segmento na consolidação do mercado de capitais, enquanto os investidores particulares e demais investidores não institucionais continuaram a assegurar uma participação relevante na actividade do mercado.

O sector bancário manteve-se como o principal interveniente nas operações de compra e venda, refletindo a sua importância na intermediação financeira e na dinamização do mercado secundário de títulos.

Durante o mês de Junho, 87,80% das transacções ocorreram no mercado de balcão e 12,20% no mercado de bolsa, demonstrando a complementaridade entre os diferentes segmentos de negociação e a capacidade do mercado em responder às necessidades dos diversos participantes.

No período em referência foram realizados 4 132 negócios. A capitalização bolsista registou uma redução de 3,96% face ao mês anterior, evolução associada à desvalorização das acções de quatro das cinco empresas cotadas, sem comprometer a trajectória de crescimento do volume negociado e da participação dos investidores.

Os resultados apurados pela CMC evidenciam o contínuo fortalecimento do Mercado de Capitais nacional, cuja evolução tem contribuído para o aprofundamento do sistema financeiro, o reforço da eficiência na gestão da dívida pública e a criação de melhores condições para o financiamento da economia angolana, em linha com os objectivos de desenvolvimento e diversificação das fontes de financiamento do país.

 

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