Empresa brasileira quer lançar projecto agropecuário na província de Malanje

A empresa brasileira RWB- Rural Wealh Brasil quer lançar o projecto agropecuário na província de Malanje, em Angola com a produção do café, cacau e do coco e pretende envolver 10 mil famílias, disse este Sábado, 15, o CEO da instituição, Fábio Tenório. Em entrevista à imprensa, no final de uma reunião com os produtores…
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Em entrevista à imprensa, no final de uma reunião com os produtores locais, Fábio Tenório disse que a província de Malanje vai receber, nos próximos meses, um projecto de fortalecimento da capacidade produtiva agrícola.
Economia

A empresa brasileira RWB- Rural Wealh Brasil quer lançar o projecto agropecuário na província de Malanje, em Angola com a produção do café, cacau e do coco e pretende envolver 10 mil famílias, disse este Sábado, 15, o CEO da instituição, Fábio Tenório.

Em entrevista à imprensa, no final de uma reunião com os produtores locais, o responsável da RWB disse que a província de Malanje vai receber, nos próximos meses, um projecto de fortalecimento da capacidade produtiva agrícola.

A iniciativa, segundo disse prevê o envolvimento directo de 10 mil famílias, surge após um encontro de auscultação com cooperativas da região e promete revolucionar o modelo de produção local.

Fábio referiu que a expectativa é tornar Malanje um modelo para as demais províncias do país, contribuindo para a redução da importação de produtos essenciais e para o fortalecimento da economia familiar.

“O café, o cacau e o coco, são as três principais directrizes que o Brasil hoje precisa importa em média 30% desses itens, e por que não ter a Angola como principal parceiro”, disse o CEO, frisando que actualmente o Governo angolano tem uma política de concessão de áreas para empresas e empresários que querem produzir em Angola.

O responsável da RWB salientou que estão a pedir a disponibilidade de áreas para esses cultivos, e também para a pecuária intensiva, pois a exemplo do que já realizam no Brasil e nos Estados Unidos, o direccionamento é estabelecer um projecto para 10 mil hectares inicial com pecuária intensiva e um cultivo de alto valor agregado, que provavelmente vai ser já o café.

Tenório ressaltou que ao contrário de projectos tradicionais que são baseados em financiamento ou crédito, a empresa propõe um formato de parceria inovador. “O cooperado participa do resultado junto com a empresa de investimento e, no final, o lucro é partilhado com as cooperativas locais”, explicou o responsável da empresa.

No entanto, Fábio Tenório realçou que a escolha de Malanje como destino principal do investimento não foi aleatória, pois a decisão baseou-se em estudos técnicos aprofundados, que apontam o potencial da região.

Acrescentou ainda que factores como a existência de casos de sucesso e a disponibilidade de infra-estruturas adequadas foram determinantes para a implantação do projecto.

Por outro lado, o CEO disse que a primeira fase consiste no cadastramento massivo das cooperativas. “Fazer saber que a meta é enquadrar três mil famílias e 15 mil associados nesta fase e que, para tal, será disponibilizado um site para inscrições”, explicou.

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