Diarough arranca operações em Angola, mas não avança investimento realizado  

A nova fábrica de lapidação no Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo (PDDS) prevê criar 130 postos de trabalho, dos quais 100 locais e 30 expatriados e uma capacidade de lapidação de 4.000 quilates num horizonte de dois anos. A Diarough Angola, responsável pela infra-estrutura, inaugurada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, não…
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Nova fábrica de lapidação no Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo prevê criar 130 postos de trabalho, dos quais 100 locais e 30 expatriados e uma capacidade de lapidação de 4.000 quilates.
Economia

A nova fábrica de lapidação no Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo (PDDS) prevê criar 130 postos de trabalho, dos quais 100 locais e 30 expatriados e uma capacidade de lapidação de 4.000 quilates num horizonte de dois anos.

A Diarough Angola, responsável pela infra-estrutura, inaugurada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, não avança o investimento realizado, mas a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA apurou que o custo para construir e equipar uma fábrica de lapidação de diamantes varia geralmente entre 5 milhões e 15 milhões de dólares para uma unidade de pequeno a médio porte, dependendo do nível de automação, tecnologia a laser e capacidade de processamento.

Com sede na Bélgica e presença em quatro continentes, a Diarough traz para Angola experiência internacional no corte e lapidação de diamantes e uma presença já consolidada no continente africano, nomeadamente na África do Sul e no Botswana.

Diamantino Azevedo referiu que a entrada em funcionamento de uma nova fábrica em Saurimo representa mais um passo na estratégia de aumentar o valor criado em Angola a partir dos recursos minerais nacionais.

“O desenvolvimento do sector diamantífero não pode limitar-se à extracção. O nosso objectivo é fazer com que uma parcela cada vez maior do valor gerado pelos diamantes permaneça em Angola, através da transformação local, da qualificação de quadros, da criação de emprego e da incorporação de conhecimento e tecnologia. Cada nova unidade instalada em Saurimo contribui para tornar essa transformação uma realidade industrial”, afirmou.

Por sua vez, o governador da Lunda Sul, Gildo Matias, disse que o investimento representa um contributo importante para o desenvolvimento económico da província e para a criação de novas oportunidades para a população.

“Este investimento acrescenta valor à economia da Lunda Sul e, sobretudo, às nossas pessoas, através da criação de emprego e de novas oportunidades para os jovens. Queremos construir na província uma economia que assente no diamante, mas que vá para além do diamante”, ressaltou.

O reforço da capacidade instalada ocorre num período de crescimento significativo da transformação local: entre 2021 e 2025, o volume de diamantes brutos destinados à lapidação em Angola passou de cerca de 25 mil para mais de 103 mil quilates, um crescimento superior a 300%.

Esta nova fábrica, segundo uma nota, incorpora tecnologias de rastreabilidade, incluindo soluções baseadas em blockchain, destinadas a acompanhar a origem e o percurso dos diamantes, numa indústria internacional em que transparência, rastreabilidade e garantia de proveniência assumem importância crescente.

Já o CEO da Diarough, Suresh Parik, fez saber que encara Angola como um mercado estratégico para o desenvolvimento da indústria diamantífera e não apenas como um país produtor de matéria-prima.

“Queremos colocar a experiência internacional da Diarough ao serviço de uma operação tecnologicamente avançada, capaz de formar talento, criar emprego e produzir em Angola diamantes lapidados segundo padrões internacionais de qualidade e rastreabilidade”, assegurou.

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