A agência de notação financeira Moody’s decidiu manter o ‘rating’ da Corporação Financeira Africana (AFC) em A3, mantendo também a perspectiva de evolução estável desta entidade que financia infra-estruturas em África, como o Corredor do Lobito.
“Os ‘ratings’ evidenciam a posição de solvência resiliente da AFC, que está a ser reforçada através de injeções de capital por parte de accionistas existentes e novos, embora o rácio de adequação de capital da empresa continue a ser mais fraco do que o dos seus pares”, lê-se na nota que acompanha a divulgação da decisão sobre a qualidade de crédito, que assim se mantém acima da recomendação de crédito.
A AFC é uma dos principais financiadores de grandes projectos de infra-estruturas em África, beneficiando de financiamento mais barato devido ao seu ‘rating’ acima da grande maioria dos países africanos.
Isto significa que os governos podem recorrer a esta entidade para beneficiar de crédito mais barato do que se utilizassem os mercados financeiros internacionais, permitindo fazer avultados investimentos, como no Corredor do Lobito, uma infraestrutura estratégica que liga o Porto do Lobito, em Angola, às regiões mineiras da República Democrática do Congo e da Zâmbia, através da extensão e modernização do Caminho de Ferro de Benguela.
O desempenho dos ativos “tem-se mantido robusto nos últimos dois anos, apesar dos investimentos de capital relativamente avultados e das exposições ao setor privado em países de maior risco”, lê-se ainda na nota da Moody’s.
Os analistas, citados pela Lusa, sustentam ainda que “a perspectiva de evolução estável equilibra o balanço reforçado da AFC com o crescimento contínuo do capital próprio utilizável e o desempenho robusto dos ativos, com o crescimento significativo dos activos relacionados com o desenvolvimento e o perfil irregular de vencimentos da dívida da AFC”.





