Cabo Verde passa a integrar a liderança responsável por acompanhar a implementação do Fundo Africano para Emergências de Saúde Pública (APHEF), assegurando maior transparência, rigor na governação e eficácia na aplicação dos recursos continentais, com o ministro da Saúde, Lúcio Miranda Fernandes, a ser eleito na Etiópia vice-presidente do Comité de Monitorização órgão.
A eleição ocorreu durante a reunião de operacionalização da estrutura reconstituída do fundo, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para África, que decorre em Adis Abeba até Sexta-feira.
Segundo comunicado do Ministério da Saúde, O mandato de Cabo Verde na vice-presidência é de dois anos e tem início em Agosto de 2026.
Embora a função não implique a gestão directa das verbas ou a concessão automática de verbas ao país, confere a Cabo Verde um papel central nas decisões estratégicas da segurança sanitária em África.
Para o Ministério da Saúde, a eleição amplia a influência nacional nos fóruns africanos de decisão, num momento em que a região enfrenta crescentes desafios ligados a doenças emergentes e impactos climáticos na saúde, consolidando o posicionamento de Cabo Verde como um parceiro activo na promoção da cooperação e da solidariedade continental.
A presidência do organismo fica a cargo do Quénia, representado pelo secretário do Tesouro Nacional e Planeamento Económico, John Mbadi.
O APHEF é o principal instrumento financeiro continental criado para garantir a mobilização rápida, previsível e flexível de recursos em cenários de epidemias e surtos.
A escolha de Cabo Verde reflete o reconhecimento internacional da credibilidade técnica e da diplomacia sanitária do país na construção de respostas regionais a crises de saúde pública.




