Angola arrecadou 21,26 milhões de dólares no primeiro semestre de 2026 com a exportação de 139,48 mil metros cúbicos de rochas ornamentais, anunciou, esta sexta-feira, 28 de Agosto, em Luanda, o secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso.
Os dados foram apresentados durante o balanço das realizações do subsector das rochas ornamentais, abrangendo a produção, comercialização e exportação. Segundo o governante, os indicadores confirmam a relevância económica da actividade e demonstram a necessidade de consolidar os ganhos alcançados.
José Barroso destacou que o subsector tem registado uma trajectória de crescimento consistente nos últimos anos, particularmente a partir de 2023, período em que os níveis de produção ultrapassaram significativamente as projecções estabelecidas para 2027.
Em 2023, Angola produziu 206,85 mil metros cúbicos de rochas ornamentais, enquanto em 2024 a produção atingiu 231,94 mil metros cúbicos, reflectindo, segundo o secretário de Estado, a dinâmica da actividade e o compromisso dos operadores na expansão da produção e no aproveitamento do potencial existente.
Exportações superam 179 milhões de dólares
No domínio das exportações, José Barroso informou que, entre 2021 e 2025, Angola registou um volume acumulado de aproximadamente 601,3 mil metros cúbicos, correspondente a cerca de 179,61 milhões de dólares.
Durante este período, China, Espanha e Itália representaram, em conjunto, 89,16% do valor total das exportações de rochas ornamentais angolanas.
Para o responsável, os resultados demonstram a capacidade do subsector para gerar divisas, dinamizar a actividade empresarial e contribuir para as receitas fiscais do Estado, reforçando igualmente o seu papel na estratégia de diversificação das exportações nacionais.
Governo quer aumentar transformação local
Apesar do crescimento registado, José Barroso defendeu que a expansão da produção e das exportações deve ser acompanhada por ganhos de produtividade, qualidade e valor acrescentado.
Neste sentido, apontou como prioridades o beneficiamento e a transformação local, a modernização dos processos produtivos, a melhoria dos padrões de qualidade e certificação, a qualificação da mão-de-obra e o reforço da presença das empresas angolanas nas cadeias internacionais de valor.
Uma das principais apostas do Executivo é a implementação do Pólo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais na província do Namibe, projecto estruturante que se encontra em curso.
De acordo com José Barroso, o Pólo pretende criar um verdadeiro ecossistema de desenvolvimento da indústria de rochas ornamentais, reunindo empresas e infra-estruturas de apoio à actividade num mesmo espaço.
A iniciativa deverá contribuir para melhorar as condições de produção, reduzir custos, facilitar o escoamento e estimular a transformação das rochas em produtos de maior valor acrescentado.
Namibe aposta numa cadeia de valor integrada
O projecto pretende promover uma transição progressiva de uma actividade predominantemente extractiva e orientada para a exportação de matéria-prima para uma cadeia de valor integrada, baseada na produção, transformação, comercialização e exportação de produtos acabados ou de maior valor.
A estratégia prevê ainda maior incorporação de conteúdo nacional, bem como a atracção de investimentos, criação de emprego, formação de quadros e reforço das capacidades logísticas, técnicas e empresariais do subsector.
Para o Governo, o desenvolvimento da indústria de rochas ornamentais representa uma oportunidade para aumentar a geração de divisas, diversificar as exportações e criar maior valor dentro do território nacional.





