Novo governador do Banco de Moçambique quer compreender escassez de divisas no país

O novo governador do Banco de Moçambique, Felisberto Dinis Navalha, prometeu ouvir os bancos comerciais para compreender a escassez de divisas no país e desenhar melhores políticas e estratégias para resolver o problema. "É visível que sim, temos estado a observar no mercado alguma escassez de divisas, mas os relatórios do banco [central] indicam que…
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Felisberto Dinis Navalha prometeu ouvir os bancos comerciais para compreender a escassez de divisas no país e desenhar melhores políticas e estratégias para resolver o problema.
Economia

O novo governador do Banco de Moçambique, Felisberto Dinis Navalha, prometeu ouvir os bancos comerciais para compreender a escassez de divisas no país e desenhar melhores políticas e estratégias para resolver o problema.

“É visível que sim, temos estado a observar no mercado alguma escassez de divisas, mas os relatórios do banco [central] indicam que há reservas em níveis aceitáveis. Então, primeiro verificar, confirmar os números que existem e depois sentar com os bancos comerciais porque, na verdade, quem produz o câmbio não é o banco central, são os bancos comerciais”, disse Felisberto Dinis Navalha, após tomar posse, em Maputo.

O novo governador disse necessitar de “entender e perceber que situações” os bancos comerciais estão a atravessar no que diz respeito a divisas e só depois poderá “desenhar políticas e estratégias” para solucionar este problema.

As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) de Moçambique, que correspondem às disponibilidades em divisas utilizadas para suportar importações de bens e serviços, totalizavam 3.464 milhões de dólares em Junho, segundo dados do banco central.

Antes, atingiram o máximo histórico de 4.258 milhões de dólares em Fevereiro, mas parte foi depois utilizada, em março, para a liquidação antecipada de cerca de 699 milhões de dólares de dívida do Estado ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

No mesmo contexto, os empresários moçambicanos têm vindo a denunciar dificuldades na obtenção de divisas junto da banca comercial. Em ~Março, uma fonte governamental admitiu à Lusa que estava a ser estudada a possibilidade de reduzir o nível de reservas, numa tentativa de aumentar a disponibilidade de moeda estrangeira na economia.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) chegou a classificar a situação como uma “emergência económica”.

“A escassez de divisas é hoje uma emergência económica. Sem moeda externa, as empresas não importam matérias-primas, não cumprem contratos e não crescem”, afirmou, no final de 2025, o presidente da organização, Álvaro Massingue.

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