Amadora celebra a independência da Guiné-Bissau com música ao vivo e pintura na rua

A Amadora prepara-se para assinalar o Dia da Independência da Guiné-Bissau, com dois dias de música ao vivo e pintura, numa celebração gratuita que vai levar a cultura guineense às ruas da cidade de Portugal, com mais de 100 nacionalidades representadas. A iniciativa é promovida pela Libon, nos dias 24 e 25 de Setembro, uma…
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A iniciativa é promovida pela Libon, nos dias 24 e 25 de Setembro, uma aplicação de telecomunicações e serviços digitais com especial presença em países africanos.
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A Amadora prepara-se para assinalar o Dia da Independência da Guiné-Bissau, com dois dias de música ao vivo e pintura, numa celebração gratuita que vai levar a cultura guineense às ruas da cidade de Portugal, com mais de 100 nacionalidades representadas.

A iniciativa é promovida pela Libon, nos dias 24 e 25 de Setembro, uma aplicação de telecomunicações e serviços digitais com especial presença em países africanos.

Segundo Cassandre Goga, Trade Marketing Manager Europe da empresa, a ideia nasceu da vontade de estar mais perto da comunidade guineense numa data importante para o país.

“Para muitas famílias guineenses, manter o contacto com quem está longe é parte do dia a dia. Quisemos estar presentes num dia que é de celebração para esta comunidade, e fazê-lo na rua, ao lado das pessoas, com artistas que contam esta história melhor do que nós”, disse Cassandre.

Goga ressaltou que a celebração acontece junto ao Parque Delfim Guimarães, com actuações de Braima Galissá e Maio Coopé e uma tela pintada por Young Nuno.

“Portugal é um dos principais destinos da emigração da Guiné-Bissau e a Amadora é uma das cidades onde essa diversidade cultural mais se faz sentir”, sublinhou.

A entrada no evento é gratuita e o evento decorre entre as 15h30 e as 20 horas, com o artista plástico Nuno Ala Tambá, conhecido como Young Nuno, a pintar, ao longo dos dois dias, uma tela inspirada na cultura e na identidade guineenses.

Natural de Bissau e actualmente a viver na Moita, o artista é autodidata e foi eleito Melhor Artista do Ano nos Best of Guiné-Bissau Awards, em 2024.

Além da pintura, os visitantes vão poder assistir à actuações de música tradicional da Guiné-Bissau. No dia 24 de Setembro, sobe ao palco Braima Galissá, mestre da kora, um instrumento tradicional africano, e antigo compositor do Ballet Nacional da Guiné-Bissau.

No dia seguinte, será a vez de Maio Coopé, compositor, cantor e percussionista, fundador do Gumbezarte e do Djumbai Jazz, que se apresenta com voz e percussão.

A Guiné-Bissau proclamou unilateralmente a independência de Portugal a 24 de Setembro de 1973, em Madina do Boé, pela Assembleia Nacional Popular, após 13 anos de luta armada, mas o reconhecimento por parte de Portugal só chegaria a 10 de setembro de 1974.

Agora, 53 anos depois, a Avenida da República, junto ao Parque Delfim Guimarães, vai transformar-se num ponto de encontro da cultura guineense nos dias 24 e 25 de Setembro, com três artistas que vão juntar música ao vivo e pintura numa tela de grande formato, com três por dois metros.

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