Os novos órgãos sociais da Casa de Angola em Portugal, eleitos na passada Sexta-feira, têm entre as suas prioridades a boa gestão da organização e a realização de oito eventos culturais por ano, declarou o presidente, Frederico da Silva.
A associação angolana sofreu, há uns anos, um período de instabilidade financeira e de gestão, mas actualmente encontra-se estável devido ao trabalho de uma comissão extraordinária que foi criada em 2020, explicou, por telefone, Frederico da Silva.
Assim, a questão económica e financeira vai continuar a impactar as acções da associação, referiu.
“Isso vai levar-nos a uma segregação de acções que vai desde a questão da rentabilização das nossas contas, mas também a reestruturação da situação da quotização dos associados e vermos se encontramos aí os fundos próprios para podermos trabalhar”, declarou.
Frederico da Silva frisou que a associação espera conseguir fazer pelo menos oito eventos culturais por ano com agentes culturais angolanos em Portugal e vindos do próprio país africano, ressalvando que já teve, inclusive, pedidos.
A associação, fundada em Lisboa a 21 de Dezembro de 1970 e sediada em São Mamede, é ainda “desconhecida de muitos”, mas o actual dirigente defendeu que o seu legado deve ser preservado até porque esta é mais antiga que a fundação do próprio país que representa, Angola.
Por seu turno, na sua opinião, a associação deve também ter a capacidade de se adaptar aos novos tempos.
Nesse sentido, diz a Lusa, pretende, por exemplo, criar um gabinete de apoio ao cidadão, em que, nomeadamente, dá apoio jurídico e burocrático, para questões de documentação, aos imigrantes angolanos.





