O secretário de Estado adjunto e do Trabalho português, Adriano Moreira, manifestou esta Quarta-feira, 23, em Luanda, que está aberto à entrada de trabalhadores angolanos, feita pela via oficial e direccionada às necessidades de Portugal.
Adriano Moreira, que iniciou uma visita de trabalho a Angola que se prolongou até esta Sexta-feira, 25, falava à imprensa no final de um encontro que manteve com a secretaria de Estado para a ACção Social angolana, Dina Mayimona.
O governante português realçou que Portugal neste momento precisa de trabalhadores para continuar a crescer e para dar resposta às suas empresas.
“A nossa vinda cá é sensibilizar a comunidade angolana para que o façam pela via oficial, para que contactem aqui as instituições oficiais do Governo angolano”, referiu Adriano Moreira.
Segundo o responsável, esta mobilidade vai ser sustentada por protocolos existentes entre as entidades oficiais portuguesas e angolanas, para assegurar as devidas condições de trabalho.
“Do lado português terão um contrato de trabalho à espera e os passos são dados com uma certeza que por outras vias poderá não acontecer”, frisou.
O encontro serviu igualmente para abordar aspectos sociais “que não devem ser descurados”, disse o secretário de Estado português.
“Esta via formal e oficial de iniciar o processo garante que essa cobertura social irá aparecer desde o momento em que seja necessária, desde o acesso à saúde, a protecção no desemprego, outras necessidades sociais que venham a sentir em Portugal terá de ser garantido desde a base”, realçou Adriano Moreira.
O governante português reiterou a “importância de que o primeiro passo seja dado junto das instituições que o Governo angolano seleccionar como porta de entrada para a procura de trabalho em Portugal”.
Adriano Moreira destacou a nomeação e o início de funções do adido do Trabalho em Luanda, para que a parte formal dos vistos seja facilitada.
A formação profissional, diz a Lusa, é outro tema que Portugal pretende garantir que “o máximo seja dada na origem, em Angola, mas se necessário terminada em Portugal”.
A economia está a crescer em vários sectores, referiu o governante português, tendo no encontro sido analisado em concreto o sector social.





