FIC Luanda prepara 8.ª edição com seis competições e prémios de até 5 milhões de kwanzas

A 8.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda) prepara uma programação diversificada, com destaque para a produção cinematográfica angolana, a participação internacional e a criação de novos espaços de formação e encontro entre profissionais do sector. O director-geral do FIC, Jorge Cohen, disse que a presente edição contará com seis competições,…
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O Festival Internacional de Cinema de Luanda decorre de 28 de Outubro a 2 de Novembro. Mais de 100 filmes, seis competições oficiais, cinco mostras paralelas, convidados internacionais e uma agenda dedicada à formação, indústria e desenvolvimento dão forma ao regresso do evento.
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A 8.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda) prepara uma programação diversificada, com destaque para a produção cinematográfica angolana, a participação internacional e a criação de novos espaços de formação e encontro entre profissionais do sector.

O director-geral do FIC, Jorge Cohen, disse que a presente edição contará com seis competições, abrangendo longas-metragens de ficção, documentários e curtas-metragens, tanto na vertente nacional como internacional.

Na competição nacional, foram recebidas cerca de 90 produções, das quais aproximadamente 30 foram seleccionadas para integrar a programação competitiva.

A selecção, segundo responsável pela organização do festival, procurou privilegiar a diversidade, novas vozes e diferentes formas de abordar o cinema. “Estamos muito contentes porque o público angolano vai poder ver o melhor que está a ser produzido no país”, afirmou Jorge.

A programação internacional terá igualmente cerca de 30 filmes, incluindo obras premiadas, estreias e produções de diferentes tendências cinematográficas. A Nigéria será o país convidado, enquanto o festival apresentará também uma mostra dedicada ao cinema brasileiro e outras produções de destaque do continente africano.

Para além da exibição de filmes, a organização pretende transformar o FIC Luanda num espaço de formação, debate e desenvolvimento da indústria cinematográfica nacional. Estão previstas oficinas criativas, laboratórios de desenvolvimento de projectos e debates sobre temas ligados à produção, distribuição e desenvolvimento de obras cinematográficas.

A organização destaca ainda a criação de uma mostra não competitiva dedicada ao público infantojuvenil, depois de ter recebido produções destinadas às crianças. Entre os filmes previstos estão obras de animação como “Capitão Angola”, “Super Moçambique”, “O Meu Guerreiro Favorito” e “Tchepa”.

A iniciativa, realçou a organização, pretende aproximar as novas gerações do cinema e contribuir para a formação de um novo público para a produção cinematográfica nacional.

A 8.ª edição do FIC Luanda contará com seis prémios, distribuídos pelas categorias de melhor longa-metragem de ficção, melhor documentário e melhor curta-metragem, nas competições nacional e internacional.

Os prémios monetários serão de 5 milhões de kwanzas para a melhor longa-metragem, 3 milhões de kwanzas para o melhor documentário e 1,5 milhão de kwanzas para a melhor curta-metragem.

Entre os nomes já anunciados para os júris estão o realizador angolano Zezé Gamboa, a curadora e programadora brasileira Janaína Oliveira e o realizador angolano Mariano Bartolomeu. De acordo com Cohen, a composição dos júris procura combinar experiência, participação internacional e novas vozes do cinema nacional.

Entre as novidades da programação estão algumas estreias cinematográficas. No cinema nacional, destaque para “Sapeur”, realizado por Denis Miala, com um elenco que inclui Enoch Caracol, Cláudia Púlpita, Iliane Silva e Fernando Mailhós.

Na programação internacional, o festival contará com “The Odds”, produção nigeriana, e “Congo Boy”, apontado pela organização como o primeiro filme da República Democrática do Congo seleccionado para o Festival de Cannes, numa estreia africana em Luanda.

A programação completa do festival será anunciada a 15 de Outubro, estando a organização a trabalhar com diferentes espaços parceiros para criar uma agenda conjunta e ampliar o acesso do público às sessões. Entre os locais previstos estão o Instituto Guimarães Rosa, o Centro de Ciência de Luanda, a Cinemax do Fortaleza, o Cine Alfa e o Cine-Teatro Nacional.

A intenção, segundo explicou, é fazer com que o cinema ultrapasse os dias oficiais do festival e continue a chegar ao público através das salas e espaços culturais ao longo do ano. “Para nós era importante que o cinema não acontecesse apenas durante esses seis dias, mas que acontecesse nas salas e nos locais onde ele vai sendo exibido ao longo do ano”, frisou.

 

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