O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) de Angola concedeu uma Garantia Pública de 862 milhões de kwanzas para suportar parte do risco associado a um financiamento bancário de aproximadamente 2,3 mil milhões de kwanzas destinado ao desenvolvimento do projecto agrícola da Fazenda Mungo, no município do Mungo, província do Huambo.
O financiamento está a ser aplicado num empreendimento com foco na produção de abacate e constitui uma das operações de apoio ao sector produtivo através do mecanismo de Garantia Pública, instrumento que permite facilitar o acesso de empresas e projectos ao crédito bancário.
A execução do projecto foi acompanhada, esta Quarta-feira, 30, por uma equipa do FGC liderada pelo Presidente do Conselho de Administração, Luzayadio Simba, no quadro das acções regulares de monitorização dos investimentos beneficiários de garantias concedidas pela instituição.
A deslocação ao Huambo enquadra-se igualmente no reforço das acções de acompanhamento aos projectos localizados ao longo do Corredor do Lobito, com o objectivo de aproximar o FGC dos promotores, verificar o nível de execução dos investimentos e acompanhar a evolução das actividades financiadas.
A comitiva integrou o Administrador para a Área de Negócio, Eduardo Mohamed, o Assessor do Conselho de Administração, Lopes Munhongo, além de directores, chefes de departamento e técnicos de diferentes unidades orgânicas do Fundo de Garantia de Crédito.
Recebida pelo Responsável Técnico da Fazenda Mungo, engenheiro Fernando Marques, a delegação tomou conhecimento da evolução do empreendimento, das actividades actualmente em curso e das perspectivas de expansão da produção agrícola.
Operação mobiliza 2,3 mil milhões de kwanzas
A operação financeira constitui o principal suporte para a implementação do projecto agrícola da Fazenda Mungo, que está a desenvolver uma área de produção de abacate com recurso a mudas clonais.
Do montante global de aproximadamente 2,3 mil milhões de kwanzas de financiamento bancário, o FGC assegura uma cobertura de risco de 862 milhões de kwanzas através da Garantia Pública.
A operação permite ao promotor dispor de recursos financeiros para desenvolver a actividade agrícola, num projecto que exige investimentos significativos em preparação de terrenos, aquisição e instalação de mudas, manutenção das culturas e criação das condições necessárias para a entrada progressiva em produção.
A intervenção do FGC ocorre, assim, numa fase determinante para a consolidação do empreendimento, que começa a aproximar-se da primeira colheita comercial de abacate.
O financiamento bancário apoiado pela Garantia Pública está associado a uma actividade agrícola que prevê uma expansão significativa da área produtiva nos próximos anos, aumentando gradualmente a capacidade de produção da Fazenda Mungo.
Primeira colheita de abacate acontece este ano
A Fazenda Mungo prepara-se para realizar, este ano, a primeira colheita de abacate, numa nova etapa do projecto apoiado pelo financiamento bancário.
Nesta primeira fase, a produção será destinada exclusivamente ao mercado nacional, permitindo ao empreendimento iniciar a comercialização da cultura e avaliar o comportamento da produção perante a procura interna.
Actualmente, estão plantados 21 hectares de abacate, provenientes de mudas clonais, estando instaladas na propriedade aproximadamente 15 mil mudas clonais.
A produção de abacate constitui a principal aposta do empreendimento e representa também o projecto-piloto desta cultura apoiado pelo FGC através da Garantia Pública.
Durante a visita, o PCA do FGC destacou o potencial da cultura e incentivou outros promotores a considerar investimentos na produção de abacate, tendo em conta as oportunidades existentes no mercado nacional e o potencial de expansão para mercados internacionais.
A primeira colheita deverá permitir à Fazenda Mungo entrar numa nova fase de actividade, passando da etapa predominantemente de instalação e desenvolvimento das plantações para uma fase de produção e comercialização.
Fazenda prevê chegar aos 100 hectares
O projecto financiado através da operação bancária de 2,3 mil milhões de kwanzas tem uma perspectiva de crescimento superior à actual área cultivada.
A Fazenda Mungo prevê receber, em Fevereiro de 2027, mais 15 mil mudas clonais de abacate, que serão utilizadas na expansão da área agrícola.
Com a chegada das novas mudas, a expectativa é que, aproximadamente um ano depois, a propriedade disponha de 95 a 100 hectares de abacate instalados.
A expansão prevista representa um aumento expressivo da área actualmente ocupada pela cultura e deverá permitir elevar progressivamente a capacidade produtiva do empreendimento.
O crescimento da área de cultivo deverá também implicar o reforço das actividades de manutenção, tratamento, colheita e comercialização, contribuindo para a criação de novas oportunidades de emprego à medida que o projecto avance.
Actualmente, a Fazenda Mungo conta com 30 funcionários envolvidos nas diferentes actividades do empreendimento.
Projecto aposta também na diversificação
Embora o abacate seja a principal cultura do projecto, a Fazenda Mungo está a desenvolver ensaios com outras produções agrícolas.
Entre as culturas em fase experimental encontram-se o café arábica, a macadâmia e o ananás.
Os ensaios procuram avaliar a adaptação das culturas às condições da região e o seu potencial de integração futura na actividade produtiva da fazenda.
A diversificação das culturas poderá permitir ao empreendimento reduzir a concentração da actividade numa única produção e, simultaneamente, criar novas fontes de receita.
A estratégia está alinhada com a necessidade de ampliar a produção agrícola nacional e estimular investimentos em diferentes cadeias produtivas, sobretudo em regiões com potencial agrícola.
FGC acompanha execução dos investimentos
A concessão da Garantia Pública é acompanhada por um processo de monitorização dos projectos apoiados, com o FGC a realizar visitas periódicas aos empreendimentos para verificar a evolução dos investimentos.
Durante a visita à Fazenda Mungo, Luzayadio Simba sublinhou que o acompanhamento constitui uma componente permanente da actuação da instituição.

“Não concedemos Garantias Públicas sem visitar os projectos”, afirmou o PCA, explicando que a presença no terreno permite verificar a execução dos investimentos, recolher informação sobre o desenvolvimento dos empreendimentos e apoiar a tomada de decisões.
Segundo o responsável, o acompanhamento não se limita às deslocações realizadas pelo Conselho de Administração, uma vez que as equipas técnicas do FGC mantêm igualmente uma presença regular junto dos projectos beneficiários.
O objectivo é acompanhar a evolução das operações e manter contacto com os promotores, permitindo ao Fundo conhecer os desafios enfrentados durante a implementação dos projectos.
No caso da Fazenda Mungo, a visita permitiu observar directamente o desenvolvimento das plantações e as perspectivas de expansão da área de produção de abacate.
Garantia Pública como instrumento de acesso ao crédito
A operação da Fazenda Mungo evidencia também a utilização da Garantia Pública como instrumento de apoio ao acesso ao financiamento bancário.
Ao garantir 862 milhões de kwanzas de risco numa operação de aproximadamente 2,3 mil milhões de kwanzas, o FGC participa na estruturação financeira de um investimento destinado a uma actividade produtiva.
A garantia permite ao projecto contar com uma componente de cobertura de risco, enquanto o financiamento bancário disponibiliza os recursos necessários para a execução dos investimentos previstos.
A intervenção insere-se na missão do FGC de facilitar o acesso ao crédito por parte de projectos produtivos e apoiar iniciativas capazes de contribuir para a diversificação da economia.
No caso da Fazenda Mungo, os recursos estão a financiar uma actividade agrícola de médio e longo prazo, cujo retorno depende do desenvolvimento das plantações e da entrada progressiva das culturas em produção.
FGC intensifica acompanhamento no Corredor do Lobito
A visita à Fazenda Mungo faz parte de uma agenda mais ampla de acompanhamento aos projectos beneficiários de Garantia Pública localizados ao longo do Corredor do Lobito.
De acordo com Luzayadio Simba, a instituição está a reforçar a presença junto dos promotores, procurando acompanhar de forma mais próxima os investimentos e os resultados das operações apoiadas.

A missão enquadra-se igualmente no Projecto Diversifica Mais, estando previstas outras visitas a empreendimentos localizados no Huambo e no Cuanza-Sul.
A estratégia pretende acompanhar projectos de diferentes sectores produtivos, avaliando o impacto dos financiamentos, o nível de execução dos investimentos e a capacidade dos empreendimentos de gerar produção e emprego.
A agenda do FGC prossegue esta quinta-feira, 1 de Outubro, com uma visita à Agripina, projecto ligado à produção de ovos e considerado pela instituição um empreendimento de impacto na região, tendo em conta o volume de produção e os postos de trabalho gerados.
Investimento agrícola entra numa nova fase
Com a primeira colheita de abacate prevista para este ano, a Fazenda Mungo entra numa nova fase de desenvolvimento do projecto que recebeu financiamento bancário de cerca de 2,3 mil milhões de kwanzas, apoiado por uma Garantia Pública de 862 milhões de kwanzas.
A expansão prevista para 95 a 100 hectares de abacate deverá transformar a actual dimensão da exploração e aumentar progressivamente a capacidade produtiva do empreendimento.
A chegada das novas 15 mil mudas clonais, prevista para Fevereiro de 2027, será um dos próximos passos do projecto, depois de uma primeira fase em que foram instaladas aproximadamente 15 mil mudas e plantados 21 hectares.
Ao mesmo tempo, os ensaios com café arábica, macadâmia e ananás abrem espaço para uma maior diversificação da produção agrícola da fazenda.
Para o FGC, o acompanhamento destes investimentos permite avaliar no terreno a evolução dos projectos apoiados e assegurar uma maior proximidade com os promotores.
A operação da Fazenda Mungo coloca, desta forma, em evidência uma estrutura de financiamento em que o crédito bancário de aproximadamente 2,3 mil milhões de kwanzas é complementado por uma Garantia Pública de 862 milhões de kwanzas, permitindo avançar com um projecto agrícola de expansão progressiva e com perspectivas de aumento da produção de abacate no Huambo.





