Cerca de 32 mil empresas de Maputo devem 41,7 milhões de euros ao INSS

Cerca de 32 mil empresas na cidade de Maputo devem ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) aproximadamente três mil milhões de meticais (41,7 milhões de euros), enquanto a instituição arrecadou 480 milhões de meticais (6,6 milhões de euros) em contribuições durante o primeiro semestre de 2026. Os dados foram revelados pela delegada do INSS…
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Os dados foram revelados pela delegada do INSS na cidade de Maputo, Hortência Banze, que explicou que a instituição está a reforçar uma abordagem pedagógica junto das empresas, com o objectivo de prevenir o incumprimento das obrigações contributivas.
Economia

Cerca de 32 mil empresas na cidade de Maputo devem ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) aproximadamente três mil milhões de meticais (41,7 milhões de euros), enquanto a instituição arrecadou 480 milhões de meticais (6,6 milhões de euros) em contribuições durante o primeiro semestre de 2026.

Os dados foram revelados pela delegada do INSS na cidade de Maputo, Hortência Banze, que explicou que a instituição está a reforçar uma abordagem pedagógica junto das empresas, com o objectivo de prevenir o incumprimento das obrigações contributivas e evitar que mais entidades entrem em situação de irregularidade.

“De forma didática, não de penalização, mas de forma didática, [devemos orientar] as empresas para não entrarem em irregularidades”, disse Hortência Banze aos jornalistas, à margem de uma feira de saúde e de serviços sociais realizada no âmbito das celebrações do Dia Internacional do Idoso e do Dia Mundial do Coração.

Segundo a responsável, o valor arrecadado nos primeiros seis meses do ano corresponde a cerca de 480 milhões de meticais, equivalentes a 6,6 milhões de euros, enquanto o montante em dívida pelas empresas ascende a aproximadamente três mil milhões de meticais, ou 41,7 milhões de euros.

A delegada do INSS defendeu, por isso, a necessidade de reforçar a sensibilização dos contribuintes, combinando a orientação preventiva com mecanismos de fiscalização capazes de assegurar o cumprimento das obrigações perante o sistema de segurança social.

Para as empresas que já se encontram em situação irregular, Banze explicou que o INSS aplica as medidas previstas, incluindo sanções, como forma de garantir o cumprimento das responsabilidades contributivas.

“É verdade que aqueles que já estão na irregularidade, há algumas sanções que são aplicadas”, afirmou a responsável.

A estratégia adoptada pelo INSS procura, assim, actuar em duas frentes: por um lado, sensibilizar e orientar as empresas para o cumprimento voluntário das suas obrigações e, por outro, fiscalizar e sancionar os contribuintes que persistam em situação de incumprimento.

O tema surge num contexto de reforço dos mecanismos de controlo e acompanhamento das contribuições para a segurança social em Moçambique. Em Setembro, a ministra do Trabalho, Ivete Alane, defendeu igualmente a adopção de medidas destinadas a prevenir situações de fraude, corrupção e desvio de recursos no INSS.

A regularização das contribuições das empresas, diz a Lusa, constitui uma das principais fontes de financiamento do sistema de segurança social, sendo determinante para garantir o pagamento das prestações e benefícios destinados aos trabalhadores e pensionistas.

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