O robô cabo-verdiano foi construído nos laboratórios da Universidade do Atlântico, em São Vicente, por estudantes de diferentes escolas secundárias da ilha. A delegação que participa na competição integra três raparigas e dois rapazes, entre os 15 e os 18 anos, acompanhados por dois mentores universitários.
O desafio propõe aos participantes que explorem a tecnologia num contexto de proteção das florestas. Na arena, o robô terá de recolher e lançar bolas para locais definidos, movimentar-se em várias direções e elevar-se numa barra metálica. São tarefas de uma prova educativa inspirada no tema dos incêndios, que exige soluções de engenharia, programação e trabalho em equipa.
Desenvolvido a partir de um conjunto de componentes disponibilizado pela organização, a robô incorpora uma câmara e um sistema de reconhecimento visual com April Tags, que ajuda o operador a identificar a posição adequada para lançar as bolas.
A preparação envolveu dez estudantes e centenas de horas de trabalho, entre tardes depois das aulas, fins de semana e feriados. A chegada do kit apenas em setembro, quando habitualmente é recebido em julho, reduziu o tempo disponível para construir e testar o equipamento.
Ainda assim, a equipa ambiciona alcançar os play-offs, onde competem os 24 melhores projetos. Segundo o professor e mentor da equipa Vasco Costa, a participação procura também “proporcionar aos jovens uma oportunidade de aprendizagem e de partilha de conhecimentos com estudantes de outros países”.
Cabo Verde participa no FIRST Global Challenge desde 2017. Atualmente concentrado em São Vicente, o projeto pretende alargar-se a outras ilhas, com a criação de núcleos de robótica nas escolas secundárias que permitam identificar e desenvolver novos talentos.
Foto: Expresso das Ilhas





