Cadeia de frio da Plataforma Logística da Caála prevê movimentar 5 mil toneladas de produtos no primeiro ano

A solução intermédia da cadeia de frio da Plataforma Logística da Caála, em Angola. prevê movimentar cerca de 5 mil toneladas de produtos agrícolas no primeiro ano de funcionamento, volume que deverá aumentar para entre 7 mil e 10 mil toneladas anuais a partir do segundo ano de operação, segundo dados apresentados na inauguração da…
ebenhack/AP
A solução intermédia da cadeia de frio da Plataforma Logística da Caála, em Angola, prevê movimentar cerca de 5 mil toneladas de produtos agrícolas no primeiro ano de funcionamento, volume que deverá aumentar para entre 7 mil e 10 mil toneladas anuais a partir do segundo ano de operação, segundo dados apresentados na inauguração da infra-estrutura.
Economia

A solução intermédia da cadeia de frio da Plataforma Logística da Caála, em Angola. prevê movimentar cerca de 5 mil toneladas de produtos agrícolas no primeiro ano de funcionamento, volume que deverá aumentar para entre 7 mil e 10 mil toneladas anuais a partir do segundo ano de operação, segundo dados apresentados na inauguração da infra-estrutura.

A Plataforma Logística da Caála inaugurada esta Segunda-feira, 5, numa cerimónia que contou com a presença do Governador Provincial do Huambo, Pereira Alfredo, e do Secretário de Estado para os Transportes Terrestres, Jorge Bengue Calumbo, em representação do Ministro dos Transportes.

A nova infra-estrutura está orientada para o reforço da conservação e do escoamento da produção agrícola, numa altura em que as perdas pós-colheita continuam a constituir um dos principais desafios para os produtores nacionais. A expectativa é que a cadeia de frio contribua para reduzir em cerca de 40% as perdas pós-colheita, melhorar o rendimento dos agricultores e estimular o aumento da produção na região.

Durante a cerimónia, Pereira Alfredo destacou a importância da solução intermédia da cadeia de frio para a conservação da produção agrícola e para a dinamização da actividade económica no Huambo.

Segundo o Governador, a infraestrutura representa também um instrumento importante para consolidar a vocação da província como plataforma logística e entroncamento multimodal, tendo em conta a sua localização estratégica e a ligação ao Corredor do Lobito.

Pereira Alfredo defendeu que a melhoria das condições de armazenamento permitirá que a produção dos agricultores e camponeses seja conservada durante mais tempo e chegue aos centros de consumo em melhores condições de qualidade e segurança.

A infra-estrutura deverá, igualmente, contribuir para o reforço da segurança alimentar, ao reduzir a quantidade de produtos agrícolas que se perde depois da colheita e criar melhores condições para a sua comercialização.

O Governador reafirmou, por outro lado, o compromisso do Governo Provincial do Huambo em continuar a desenvolver infraestruturas estruturantes capazes de potenciar a produção local, facilitar a circulação de pessoas e mercadorias e criar melhores condições para a instalação de novos investimentos.

Investimento de 2,5 milhões de dólares

O Secretário de Estado para os Transportes Terrestres, Jorge Bengue Calumbo, revelou que a solução intermédia da cadeia de frio representa um investimento global de 2,5 milhões de dólares norte-americanos.

Do montante total, 1 milhão de dólares corresponde ao investimento do Estado angolano, através da Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA), enquanto 1,5 milhões de dólares são financiados pelo Banco Mundial, através do projecto Diversifica Mais.

O responsável explicou que o investimento está destinado a reforçar a conservação, o escoamento e a comercialização da produção agrícola nacional, criando uma ligação mais eficiente entre os produtores e os mercados consumidores.

Falando em representação do Ministro dos Transportes, Jorge Bengue Calumbo explicou que a Plataforma Logística da Caála resulta de um trabalho iniciado há vários anos, inspirado numa experiência desenvolvida nos Países Baixos, onde foram analisados modelos de organização logística destinados a aproximar os locais de produção dos mercados e reduzir os custos de distribuição.

Para o Secretário de Estado, a entrada em funcionamento da solução intermédia da cadeia de frio constitui um primeiro passo para a concretização de uma rede nacional de plataformas logísticas, podendo a experiência da Caála servir de referência para a implementação de soluções semelhantes noutras regiões do país.

Capacidade de cerca de 100 toneladas

A cadeia de frio é composta por 15 câmaras frigoríficas móveis instaladas em contentores, sendo 10 contentores de 20 pés e cinco de 40 pés, com uma capacidade instalada de aproximadamente 100 toneladas.

As câmaras permitem conservar diferentes tipos de produtos a temperaturas que podem atingir -20 graus Celsius, garantindo condições adequadas para o armazenamento de produtos sensíveis e perecíveis.

A infra-estrutura pretende responder às necessidades dos produtores agrícolas, sobretudo no período entre a colheita e a comercialização, permitindo prolongar a conservação dos produtos e reduzir a pressão para a venda imediata da produção.

Com melhores condições de armazenamento, espera-se também uma melhoria da qualidade dos produtos agrícolas, da segurança alimentar e da sua competitividade nos mercados.

Cerca de 400 postos de trabalho na solução definitiva

No domínio da empregabilidade, Jorge Bengue Calumbo informou que a solução intermédia deverá gerar cerca de 50 postos de trabalho.

Já a solução definitiva da Plataforma Logística da Caála deverá permitir a criação de aproximadamente 400 postos de trabalho directos e indirectos, reforçando o impacto económico e social esperado com o desenvolvimento da infra-estrutura.

A perspectiva do Governo é que a plataforma contribua não apenas para a conservação da produção, mas também para a criação de um ecossistema logístico capaz de apoiar agricultores, comerciantes, transportadores e outros operadores económicos.

A expectativa de movimentar 5 mil toneladas de produtos agrícolas no primeiro ano, com crescimento para entre 7 mil e 10 mil toneladas anuais a partir do segundo ano, deverá colocar a infraestrutura como um dos instrumentos de apoio ao aumento da eficiência da cadeia de abastecimento agrícola no Huambo.

O projecto é co-financiado pelo Governo de Angola e pelo Banco Mundial, através do programa Diversifica Mais, e enquadra-se nos esforços de criação de melhores condições para a circulação, conservação e comercialização da produção nacional.

A entrada em funcionamento da cadeia de frio da Caála surge, assim, como parte da estratégia de reforço das infraestruturas logísticas do país, com particular importância para uma província que pretende afirmar-se como um dos principais pontos de ligação entre as zonas de produção agrícola e os grandes mercados de consumo nacionais e regionais.

Mais Artigos