MCA vai construir escolas sustentáveis em Angola

A MCA vai construir duas escolas sustentáveis no Cazombo e no Luau, no Moxico Leste (Angola), com capacidade conjunta para mais de 1.400 alunos por ano, num projecto que associa educação, energia renovável, formação profissional e criação de competências locais. Os protocolos para a implementação da iniciativa foram assinados pela MCA, Ministério da Educação, Universidade…
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Duas novas escolas no Cazombo e no Luau vão combinar educação, energia solar, materiais locais e formação profissional certificada, num modelo que procura transformar investimentos em infra-estruturas em oportunidades de emprego e capacitação em Angola. Protocolo acaba de ser celebrado.
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A MCA vai construir duas escolas sustentáveis no Cazombo e no Luau, no Moxico Leste (Angola), com capacidade conjunta para mais de 1.400 alunos por ano, num projecto que associa educação, energia renovável, formação profissional e criação de competências locais.

Os protocolos para a implementação da iniciativa foram assinados pela MCA, Ministério da Educação, Universidade Agostinho Neto (UAN) e Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), no âmbito do programa de responsabilidade social da empresa.

Mais do que acrescentar infra-estruturas ao sistema de ensino, o projecto procura criar um modelo integrado de desenvolvimento local, aproveitando os investimentos da MCA em energia e electrificação na região para gerar efeitos económicos e sociais que ultrapassem a construção das próprias escolas.

A energia necessária ao funcionamento dos estabelecimentos será produzida pelos parques fotovoltaicos desenvolvidos pela MCA nas duas regiões. A disponibilidade de electricidade deverá permitir não só melhorar as condições de aprendizagem, mas também prolongar o período de utilização das instalações e reforçar as condições para a realização de acções de formação profissional.

A escola do Luau terá 12 salas de aula e capacidade para mais de 900 alunos por ano, enquanto a unidade do Cazombo contará com sete salas e poderá acolher mais de 500 alunos por ano, distribuídos por dois turnos.

Outro elemento distintivo do projecto é a utilização de recursos disponíveis localmente. As escolas serão construídas maioritariamente com argila e recorrerão ao reaproveitamento da madeira das paletes utilizadas no transporte dos painéis solares dos projectos fotovoltaicos da MCA.

A mesma madeira será utilizada na produção do mobiliário escolar nas carpintarias da MCA, através do projecto “Re-cycle”. A iniciativa prevê a capacitação de jovens das comunidades locais, que receberão formação prática nas carpintarias e poderão obter certificação profissional emitida pelo INEFOP.

O Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia da UAN ficará responsável pela concepção dos projectos de arquitectura e de mobiliário escolar, bem como pelo acompanhamento da execução das obras. Ao Ministério da Educação caberá assegurar os terrenos, licenças e demais aprovações, além de garantir posteriormente o funcionamento e a manutenção das escolas, incluindo a colocação de professores, auxiliares e outros profissionais.

A participação comunitária será igualmente integrada no processo de construção. Sempre que possível, pais, familiares dos futuros alunos e outros membros das comunidades poderão participar nas obras em regime de formação, sob responsabilidade e certificação do INEFOP.

A formação será realizada em contexto real de trabalho, com acompanhamento técnico e orientação profissional, procurando adequar as competências adquiridas às necessidades do mercado de trabalho local. O INEFOP ficará responsável pela identificação, selecção, formação e certificação dos candidatos, além da disponibilização de técnicos e formadores especializados.

No final, os formandos receberão diplomas e serão registados na base de dados do INEFOP como candidatos a oportunidades profissionais nas respectivas áreas.

Para Elisabete Alves, PCA da MCA Angola, citada numa nota, o projecto pretende deixar nas comunidades não apenas novas escolas, mas também conhecimento, competências e capacidade para gerar oportunidades depois da conclusão das obras.

“Estas escolas representam muito mais do que novas infra-estruturas: são um investimento no futuro das comunidades”, afirma a responsável, defendendo que a articulação entre conhecimento académico, investimento empresarial, políticas públicas e participação local pode produzir respostas mais duradouras.

A opção da MCA é, neste sentido, prolongar o impacto dos seus investimentos em electrificação para áreas como a educação e a empregabilidade.

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