A ilha do Sal acolhe, a partir de hoje, 7 de outubro, a Conferência Estratégica da Confederação Africana de Futebol (CAF), um encontro que coloca Cabo Verde no centro do debate sobre o futuro da modalidade no continente. Durante três dias, Santa Maria recebe responsáveis federativos, selecionadores e especialistas internacionais, com uma agenda que combina desenvolvimento, sustentabilidade e análise do desempenho das seleções africanas no Mundial de 2026.
Promovida sob a liderança do presidente da CAF, Patrice Motsepe, a conferência prevê a participação dos presidentes das 54 federações membro, de representantes das uniões zonais e do Comité Executivo da organização. Gianni Infantino, presidente da FIFA, figura também entre as presenças esperadas, ainda hoje.
Entre os protagonistas do encontro está Arsène Wenger, antigo treinador do Arsenal e atual responsável pelo Desenvolvimento Global do Futebol da FIFA. O francês integra o painel de análise técnica do Mundial de 2026, ao lado de Carlos Queiroz, Pedro Brito “Bubista”, Mohamed Ouahbi, Hossam Hassan e Sébastien Desabre, numa sessão que reunirá experiências de diferentes seleções africanas.
A participação de Bubista confere particular relevância cabo-verdiana ao debate. O técnico que conduziu os Tubarões Azuis à primeira participação num Campeonato do Mundo partilhará as lições dessa campanha e da passagem à fase a eliminar. A experiência de Cabo Verde será analisada juntamente com percursos como os de Marrocos, Egito e República Democrática do Congo.
O programa arranca esta quarta-feira com trabalhos ligados ao Comité de Desenvolvimento da CAF. A formação de treinadores, o desenvolvimento de jovens jogadores, as estruturas técnicas e a continuidade dos programas de futebol estarão entre as matérias em discussão.
Na quinta-feira, 8 de outubro, a atenção centra-se na reunião estratégica dos presidentes das federações membro. O objetivo é discutir a orientação do futebol africano e o reforço da capacidade das suas instituições, procurando tornar as estruturas nacionais mais sustentáveis e as competições continentais mais competitivas.
A sexta-feira será dedicada à análise do Mundial de 2026, com treinadores e especialistas a identificar pontos fortes, dificuldades e prioridades de preparação para 2030.
O encontro realiza-se depois de uma participação recorde de África no Mundial de 2026: dez seleções representaram o continente e nove ultrapassaram a fase de grupos, segundo a CAF. A organização pretende transformar esse desempenho em conhecimento e medidas concretas para o próximo ciclo competitivo.





