Expo-Bengo 2026: Governo quer reduzir perdas agrícolas e ampliar acesso aos mercados

A governadora provincial do Bengo, Maria Nelumba, defendeu, nesta Quinta-feira, na abertura da segunda edição da Expo-Bengo 2026, a necessidade de reforçar a produção, a transformação e a comercialização dos produtos locais, considerando estas actividades fundamentais para diversificar a economia, gerar empregos, aumentar os rendimentos das famílias e criar novas oportunidades de negócios na província.…
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Ao abordar as oportunidades existentes no sector produtivo, a governadora destacou vários produtos com potencial para reforçar a presença do Bengo nos mercados nacionais e, progressivamente, nos mercados internacionais.
Economia Negócios

A governadora provincial do Bengo, Maria Nelumba, defendeu, nesta Quinta-feira, na abertura da segunda edição da Expo-Bengo 2026, a necessidade de reforçar a produção, a transformação e a comercialização dos produtos locais, considerando estas actividades fundamentais para diversificar a economia, gerar empregos, aumentar os rendimentos das famílias e criar novas oportunidades de negócios na província.

Sob o lema “Produzir e Transformar para o Desenvolvimento da Economia Local”, o certame pretende afirmar-se como uma plataforma de promoção das potencialidades económicas, sociais e culturais do Bengo, incentivando a aproximação entre produtores, empresários, investidores, instituições públicas e parceiros estratégicos.

No discurso de boas-vindas, Maria Nelumba manifestou satisfação pela adesão dos participantes à segunda edição da feira, tendo agradecido às entidades governamentais, representantes diplomáticos, autoridades tradicionais, empresários, expositores e demais convidados pela presença na iniciativa.

A governante considerou que a continuidade da Expo-Bengo representa um sinal positivo do compromisso da província com a promoção do investimento, do empreendedorismo, da inovação e das parcerias destinadas a estimular o crescimento económico e melhorar as condições de vida da população.

Segundo Maria Nelumba, a realização do evento demonstra que o Bengo está aberto a iniciativas empresariais capazes de gerar riqueza, criar oportunidades de emprego e contribuir para o desenvolvimento sustentável da província.

A responsável salientou que a feira deve ultrapassar a dimensão de uma simples exposição de produtos e serviços, transformando-se num espaço de promoção efectiva de negócios, de partilha de experiências e de identificação de soluções para os desafios enfrentados pelos agentes económicos locais.

“É imperativo produzirmos mais, transformarmos mais, criarmos mais e gerarmos mais empregos”, afirmou, ao defender uma aposta consistente no fortalecimento da capacidade produtiva da província.

Bengo reúne condições para contribuir para a diversificação económica

Durante a sua intervenção, Maria Nelumba destacou as potencialidades naturais e económicas do Bengo, considerando que a província dispõe de condições favoráveis para desempenhar um papel cada vez mais relevante no processo de diversificação da economia nacional.

Entre os principais recursos apontados estão as terras férteis, a disponibilidade de recursos hídricos e minerais, a localização estratégica e as condições para o desenvolvimento de actividades ligadas à agricultura, indústria, comércio e prestação de serviços.

Na perspectiva da governadora, estas vantagens representam uma oportunidade para ampliar a produção local, estimular o surgimento de novas empresas e reduzir a dependência de produtos provenientes de outras regiões ou do exterior.

Destacou igualmente a existência de uma juventude dinâmica, empreendedora e com vontade de participar activamente na construção do futuro da província, considerando que o seu envolvimento é fundamental para o fortalecimento do tecido empresarial e a criação de novas oportunidades económicas.

Maria Nelumba sublinhou que a conjugação dos recursos naturais disponíveis com o espírito empreendedor da população poderá contribuir para consolidar uma economia local mais diversificada, competitiva e capaz de responder às necessidades do mercado.

A governante defendeu, por isso, que as potencialidades existentes devem ser acompanhadas por investimentos, infra-estruturas adequadas e mecanismos que permitam transformar os recursos disponíveis em bens e serviços com maior valor acrescentado.

Transformação dos produtos é um dos principais desafios

Um dos pontos centrais do discurso da governadora esteve relacionado com a necessidade de ultrapassar os constrangimentos que afectam o aproveitamento económico da produção local, sobretudo no sector agrícola.

A governadora do Bengo considerou que um dos grandes desafios do momento consiste em criar condições para transformar, conservar, embalar, transportar e comercializar os produtos produzidos na província.

“A produção agrícola, por si só, não é suficiente para garantir o desenvolvimento económico, sendo necessário investir nas diferentes etapas da cadeia de valor, desde a colheita até à colocação dos produtos no mercado”, disse.

A governadora defendeu, neste sentido, o reforço das infra-estruturas de apoio à actividade produtiva, com destaque para a criação de centros logísticos que permitam melhorar9 a conservação e a distribuição dos produtos, reduzir perdas e facilitar o acesso dos agricultores aos principais mercados consumidores.

“A implementação destas estruturas poderá contribuir para melhorar as condições de escoamento da produção, particularmente no segmento da agricultura familiar, cujos produtores enfrentam frequentemente dificuldades relacionadas com a conservação, o transporte e a comercialização dos bens agrícolas”, reforçou.

A aposta na transformação local permitirá igualmente prolongar a conservação de determinados produtos, diversificar a oferta e criar oportunidades para o surgimento de pequenas e médias empresas ligadas ao processamento, acondicionamento e distribuição de alimentos.

Na visão apresentada por Maria Nelumba, o desenvolvimento destes segmentos poderá estimular a criação de empregos ao longo da cadeia produtiva, beneficiando agricultores, comerciantes, transportadores, operadores logísticos e outros agentes económicos.

Tomate, banana, café, mandioca e pescado entre os produtos prioritários

Ao abordar as oportunidades existentes no sector produtivo, a governadora destacou vários produtos com potencial para reforçar a presença do Bengo nos mercados nacionais e, progressivamente, nos mercados internacionais.

Entre os produtos mencionados estão o tomate, a banana, o café, a mandioca, as hortícolas e o pescado, cuja valorização poderá contribuir para ampliar a actividade comercial e aumentar o rendimento dos produtores locais.

Maria Nelumba defendeu que estes produtos devem beneficiar de melhores condições de conservação, transformação, embalagem, transporte e distribuição, de modo a responder às exigências dos consumidores e às necessidades dos diferentes canais de comercialização.

“A criação de mecanismos eficientes de escoamento poderá ajudar a reduzir as dificuldades enfrentadas pelos produtores, permitindo que uma parte maior da produção chegue aos centros de consumo em condições adequadas”, assegurou.

A governadora apontou igualmente a necessidade de valorizar a agricultura familiar, reconhecendo a sua importância para o abastecimento alimentar e para a geração de rendimentos nas comunidades rurais.

A existência de centros logísticos e de melhores ligações entre produtores e compradores poderá facilitar a organização da oferta, melhorar a distribuição dos produtos e estimular relações comerciais mais estáveis.

Por outro lado, a transformação da matéria-prima produzida localmente poderá favorecer o surgimento de novas unidades industriais, contribuindo para aumentar o valor económico da produção e criar oportunidades de investimento em diferentes municípios da província.

A ambição, segundo a governante, é fazer com que os produtos do Bengo conquistem maior espaço no mercado nacional e, numa fase progressiva, alcancem outros destinos comerciais.

Governo Provincial promete facilitar a actividade empresarial

No domínio da atracção de investimentos, Maria Nelumba assegurou que o Governo Provincial continuará a trabalhar para melhorar o ambiente de negócios e criar condições favoráveis ao desenvolvimento da iniciativa privada.

A governadora afirmou que a administração provincial pretende reforçar a confiança dos empresários e investidores, facilitando a implementação de projectos capazes de dinamizar a economia, promover a produção e gerar postos de trabalho.

Para alcançar essa meta, a governadora destacou a importância de reduzir os entraves administrativos que dificultam a criação e o funcionamento das empresas, apontando o combate à burocracia como uma das prioridades da actuação governativa.

De acordo com Maria Nelumba, é necessário garantir que os investidores consigam apresentar os seus projectos e avançar com a sua implementação de forma mais célere, dentro dos procedimentos legalmente estabelecidos.

A simplificação administrativa, acrescentou, deverá contribuir para tornar a província mais atractiva para o investimento, permitindo que as oportunidades económicas existentes sejam aproveitadas de forma mais eficiente.

A governadora apelou directamente aos empresários para investirem no Bengo, aproveitando as condições naturais, a localização estratégica e as possibilidades de desenvolvimento de actividades produtivas nos sectores da agricultura, indústria, comércio e serviços.

O apelo abrange iniciativas que possam contribuir para a valorização dos recursos locais, o fortalecimento das empresas e a criação de novas oportunidades para a população.

Maria Nelumba reiterou que o Executivo provincial pretende trabalhar para que os investidores encontrem condições favoráveis à concretização dos seus projectos, num ambiente de cooperação entre as autoridades públicas e o sector privado.

Sector privado chamado a assumir papel activo no desenvolvimento

A governadora afirmou que o desenvolvimento económico do Bengo exige uma participação activa dos empresários e investidores, sobretudo na criação de empresas, no reforço da capacidade produtiva e na transformação dos recursos disponíveis em produtos de maior valor comercial.

Na sua perspectiva, a iniciativa privada pode desempenhar um papel determinante na dinamização da economia local, desde que existam condições para a realização de investimentos e para o estabelecimento de parcerias entre os diferentes agentes económicos.

A aposta em unidades de transformação, estruturas de armazenamento, redes de distribuição e serviços de apoio à produção poderá contribuir para diversificar as fontes de rendimento e reduzir as dificuldades que afectam a circulação dos produtos.

A governante defendeu, por isso, a necessidade de aproveitar a Expo-Bengo como espaço de aproximação entre os expositores, potenciais investidores e instituições com capacidade para apoiar o desenvolvimento empresarial.

A feira constitui também uma oportunidade para divulgar as capacidades produtivas da província, apresentar iniciativas empresariais e promover contactos que possam resultar em futuras parcerias comerciais.

Neste contexto, a participação dos produtores locais assume particular importância, uma vez que permite dar visibilidade aos seus produtos, identificar potenciais compradores e estabelecer relações com empresas interessadas em integrar a produção local nas suas cadeias de abastecimento.

A valorização destas oportunidades poderá contribuir para reforçar a presença dos produtos do Bengo no mercado e incentivar o surgimento de novas iniciativas empresariais ligadas à produção, transformação e comercialização.

Expo-Bengo 2026 aposta na valorização das potencialidades da província

A segunda edição da Expo-Bengo 2026 surge como uma iniciativa destinada a reforçar a promoção das potencialidades económicas, sociais e culturais da província, reunindo diferentes intervenientes interessados no desenvolvimento do território.

O evento procura estimular a divulgação de produtos e serviços, facilitar contactos comerciais e criar um ambiente favorável à identificação de oportunidades de investimento e cooperação.

A participação de empresários, expositores, representantes institucionais e parceiros estratégicos constitui uma oportunidade para apresentar as capacidades da província e reforçar a ligação entre a produção local e os mercados.

Para o Governo Provincial, a continuidade da iniciativa representa também uma forma de incentivar o empreendedorismo e promover uma maior participação dos agentes económicos na construção de uma economia mais dinâmica.

O lema escolhido para esta edição coloca a produção e a transformação no centro da estratégia de desenvolvimento local, reflectindo a intenção de estimular uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis e aumentar a capacidade de geração de riqueza.

Ao encerrar a sua intervenção, Maria Nelumba desejou aos expositores, empresários, visitantes e parceiros uma participação proveitosa, com resultados positivos e oportunidades concretas de negócio.

A governadora reiterou, assim, o compromisso do Governo Provincial em trabalhar para melhorar o ambiente de negócios, facilitar a iniciativa privada e promover o aproveitamento das potencialidades económicas do Bengo.

Com a realização da Expo-Bengo 2026, a província procura reforçar a sua posição no panorama económico nacional, apostando na produção local, na transformação de matérias-primas, na atracção de investimentos e na criação de condições para que os produtos da região conquistem novos mercados.

A concretização destes objectivos dependerá, contudo, da capacidade de transformar as oportunidades identificadas em projectos empresariais, infra-estruturas de apoio à produção e mecanismos sustentáveis de comercialização, capazes de gerar benefícios duradouros para os produtores, as empresas e as comunidades locais.

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