Cabo Verde passa a ter cinco bancos classificados como instituições de importância sistémica, mais um do que em 2025, que ficam sujeitos a requisitos adicionais de capital para reforçar a capacidade de absorver perdas em períodos de maior tensão financeira.
A medida, anunciada pelo Banco de Cabo Verde (BCV), procura reduzir riscos para a estabilidade do sistema financeiro nacional.
A Caixa Económica de Cabo Verde (CECV) e o Banco Comercial do Atlântico (BCA) mantêm-se, por esta ordem, na categoria de elevada importância sistémica. O Banco Cabo-verdiano de Negócios (BCN), o Banco Interatlântico, do grupo Caixa Geral de Depósitos, e o Banco Angolano de Investimentos (BAI) Cabo Verde integram a categoria de ligeira importância sistémica.
Segundo a Lusa, a classificação determina a constituição de uma reserva de conservação de fundos próprios, proporcional à importância de cada instituição para o sistema financeiro. O objectivo é assegurar que os bancos disponham de capital suficiente para enfrentar perdas sem comprometer a sua solidez ou provocar perturbações mais amplas no sector.
A avaliação baseia-se em dados de 31 de Dezembro do ano anterior e considera quatro indicadores: dimensão, com uma ponderação de 35%; interconectividade, com 20%; substituibilidade, com 35%; e sentimento doméstico, com 10%.
Ao abrigo das regras actualizadas, o banco central passa a divulgar a lista das instituições classificadas como bancos de importância sistémica a nível doméstico até 30 de Setembro de cada ano.
A identificação destas instituições obedece uma abordagem de supervisão reforçada, promovida internacionalmente após a crise financeira de 2007-2009. A lógica é prevenir que dificuldades em bancos com forte influência no mercado se propaguem a outras instituições e à economia.
Num sistema financeiro interligado, a dimensão de um banco não é o único factor de risco: a sua ligação a outras entidades e a dificuldade de substituição dos seus serviços também podem amplificar os efeitos de uma eventual crise.





