Expo-Bengo 2026: Executivo angolano defende expansão empresarial para reforçar produção nacional

A secretária de Estado para o Comércio e Serviços de Angola, Augusta Fortes, defende a criação de melhores condições para a expansão dos negócios, o aumento da produção nacional e a atracção de investimentos. O crescimento e a expansão das empresas foram apontados como factores fundamentais para o desenvolvimento da economia local e o fortalecimento…
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Secretária de Estado para o Comércio e Serviços sublinha a necessidade de continuar a criar condições para que as empresas nacionais possam consolidar as suas actividades e aumentar a capacidade produtiva para conquistar novos mercados.
Economia Negócios

A secretária de Estado para o Comércio e Serviços de Angola, Augusta Fortes, defende a criação de melhores condições para a expansão dos negócios, o aumento da produção nacional e a atracção de investimentos.

O crescimento e a expansão das empresas foram apontados como factores fundamentais para o desenvolvimento da economia local e o fortalecimento do sector produtivo nacional, durante a cerimónia de abertura da segunda edição da Expo-Bengo 2026, que decorre no Mercado do Panguila, província do Bengo.

Feira reúne mais de 450 expositores e prevê movimentar mais de 700 milhões de kwanzas e contribuir para a criação de mais de mil postos de trabalho.

A secretária de Estado para o Comércio e Serviços, em representação do ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, sublinhou a necessidade de continuar a criar condições para que as empresas nacionais possam consolidar as suas actividades, aumentar a capacidade produtiva, conquistar novos mercados e contribuir para a diversificação da economia angolana.

Na sua intervenção, a governante considerou que o desenvolvimento empresarial deve ocupar um lugar central nas estratégias de crescimento económico, tendo em conta o papel das empresas na produção de bens e serviços, na criação de empregos, na geração de rendimentos e na dinamização das comunidades.

A responsável saudou o Governo Provincial do Bengo pela realização da feira, sublinhando que a iniciativa demonstra o potencial económico da província e a existência de oportunidades para o desenvolvimento de actividades empresariais em diferentes sectores, com destaque para a agricultura, a indústria, o comércio e os serviços.

Sob o lema “Produzir e transformar para o desenvolvimento da economia local”, a Expo-Bengo 2026 pretende estimular a produção nacional, promover a transformação de matérias-primas e incentivar o estabelecimento de parcerias entre empresários, agricultores, industriais, investidores e outros agentes económicos.

Para Augusta Fortes, o lema escolhido ultrapassa a dimensão de uma simples orientação para o certame, representando uma prioridade estratégica para o desenvolvimento económico do país, na medida em que o aumento da produção e da transformação local permite acrescentar valor aos produtos, fortalecer as empresas e criar novas oportunidades de negócio.

A governante defendeu que o crescimento das empresas deve estar associado à capacidade de produzir mais, transformar os recursos disponíveis e desenvolver actividades sustentáveis, capazes de responder às necessidades do mercado interno e de contribuir para o aumento da oferta de produtos nacionais.

Segundo a responsável, o fortalecimento do tecido empresarial constitui também uma via para assegurar que uma parcela maior da riqueza gerada permaneça nas comunidades, contribuindo para o desenvolvimento local e para a melhoria das condições de vida das populações.

Executivo aposta na melhoria do ambiente de negócios

Durante a cerimónia de abertura, Augusta Fortes reafirmou o compromisso do Executivo angolano com a criação de condições favoráveis ao crescimento das empresas, destacando a melhoria do ambiente de negócios, a simplificação dos procedimentos administrativos, o reforço das infra-estruturas e a promoção do investimento privado nacional e estrangeiro.

A responsável considerou que a expansão da actividade empresarial depende, em parte, da existência de um ambiente económico que permita aos investidores desenvolver os seus projectos, reduzir os constrangimentos administrativos e encontrar condições para aumentar a produção e ampliar os negócios.

Neste sentido, salientou que o papel do Estado passa pela definição de políticas públicas e pela disponibilização de instrumentos que facilitem a actividade económica, criando condições para que as empresas possam investir, produzir, crescer e gerar empregos.

A secretária de Estado dirigiu igualmente uma mensagem de confiança aos empresários, empreendedores, agricultores e industriais, reconhecendo os desafios que enfrentam no exercício das suas actividades, mas destacando a sua capacidade de iniciativa, resiliência e inovação.

Na sua perspectiva, o crescimento das empresas exige uma articulação entre as políticas públicas e a iniciativa privada, de modo que os investimentos realizados se traduzam no aumento da capacidade produtiva, na criação de novas oportunidades de negócio e no fortalecimento da economia nacional.

A responsável defendeu ainda que os empresários devem continuar a aproveitar as oportunidades existentes, investir na expansão das suas actividades e procurar soluções que permitam aumentar a competitividade dos negócios.

O desenvolvimento empresarial, acrescentou, deve estar associado à criação de valor acrescentado, à capacidade de resposta às necessidades dos consumidores e à consolidação de uma base produtiva nacional mais diversificada.

Potencial económico do Bengo favorece expansão empresarial

A vocação agrícola da província do Bengo, aliada à sua localização geográfica, foi igualmente destacada como uma vantagem para o crescimento das empresas e para a atracção de novos investimentos.

Segundo Augusta Fortes, as características da província demonstram que existem condições para desenvolver actividades produtivas, transformar matérias-primas e criar oportunidades para empresas ligadas à agricultura, à indústria e à comercialização de bens e serviços.

A responsável considerou que o aproveitamento deste potencial exige uma aposta contínua na produção e na transformação local, permitindo que os recursos disponíveis sejam convertidos em produtos com maior valor acrescentado.

A transformação de matérias-primas representa, neste contexto, uma oportunidade para as empresas diversificarem as suas actividades, ampliarem as fontes de rendimento e desenvolverem novos segmentos de negócio.

A governante salientou que investir na província significa também contribuir para a criação de empregos, o fortalecimento das economias locais e o surgimento de novas oportunidades para empreendedores e produtores.

Entre as iniciativas estruturantes apontadas durante a intervenção, destacou-se a Zona Franca da Barra do Dande, considerada um instrumento relevante para a atracção de investimentos, a dinamização da actividade económica e a criação de novas cadeias de valor.

A expectativa é que iniciativas desta natureza contribuam para criar condições favoráveis ao desenvolvimento de actividades industriais e comerciais, permitindo às empresas ampliar as suas operações e reforçar a participação do sector privado na economia.

Mais de 450 expositores participam na Expo-Bengo

A segunda edição da Expo-Bengo 2026 conta com mais de 450 expositores inscritos, incluindo participantes nacionais e internacionais, e tem como meta movimentar mais de 700 milhões de kwanzas em negócios, de acordo com os dados apresentados pela organização.

O certame prevê igualmente contribuir para a criação de mais de mil postos de trabalho, numa perspectiva de reforço da actividade económica e de ampliação das oportunidades de emprego na província.

Os números apresentados pela organização evidenciam a dimensão económica pretendida para esta edição, que procura aproximar os agentes económicos, promover produtos e serviços e facilitar o estabelecimento de contactos comerciais entre empresas e potenciais parceiros.

Para as empresas participantes, a presença no certame pode favorecer a visibilidade dos negócios e facilitar o contacto com novos clientes, fornecedores e investidores, contribuindo para a identificação de oportunidades de expansão.

A realização da Expo-Bengo enquadra-se, assim, no esforço de promoção da produção nacional e de valorização das capacidades empresariais existentes na província, procurando transformar o potencial económico em negócios e oportunidades concretas.

Crescimento das empresas deve traduzir-se em empregos

A criação de postos de trabalho foi outro dos aspectos destacados durante a intervenção da representante do Ministério da Indústria e Comércio, que considerou o emprego um dos resultados mais importantes da expansão da actividade empresarial.

Augusta Fortes.fez saber que cada posto de trabalho criado representa mais do que um indicador estatístico, por constituir uma oportunidade para os jovens, uma fonte de rendimento para as famílias e um contributo para a autonomia económica dos cidadãos.

Defendeu, por isso, que o crescimento das empresas deve produzir benefícios concretos para a sociedade, através do aumento da produção, da geração de empregos e da melhoria das condições de vida das populações.

A previsão de criação de mais de mil postos de trabalho, associada à meta de movimentação de mais de 700 milhões de kwanzas em negócios, reforça a expectativa de que a feira contribua para dinamizar a actividade económica e estimular novas iniciativas empresariais.

Contudo, o alcance destes objectivos dependerá da concretização das oportunidades de negócio, da capacidade de investimento dos agentes económicos e da transformação dos contactos estabelecidos durante o evento em projectos sustentáveis.

Augusta  reconheceu que persistem desafios para os empresários, mas reiterou a importância de valorizar a iniciativa privada e de assegurar condições que permitam às empresas desenvolver as suas actividades com maior capacidade de resposta às exigências do mercado.

Ao longo da sua intervenção, Augusta Fortes manifestou a expectativa de que a Expo-Bengo 2026 funcione como uma plataforma para a concretização de novos investimentos, contratos, parcerias comerciais e oportunidades de emprego.

A responsável defendeu que o certame deve servir de montra das capacidades produtivas de Angola, demonstrando o potencial das empresas nacionais e incentivando os consumidores e investidores a reconhecerem as oportunidades existentes no mercado interno.

A aproximação entre empresários, produtores e investidores poderá igualmente favorecer a partilha de experiências, a identificação de necessidades do mercado e a criação de relações comerciais capazes de contribuir para o crescimento dos negócios.

A responsável reiterou que Angola deve continuar a apostar no aumento da produção nacional, na transformação local e na criação de maior valor acrescentado dentro das suas fronteiras, de forma a fortalecer as empresas e ampliar a contribuição do sector privado para o desenvolvimento económico.

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