Angola oficializou, esta Segunda-feira, 12 de Outubro, em Roma, Itália, a candidatura da embaixadora Josefa Leonel Correia Sacko ao cargo de directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), reforçando a aposta do país na representação africana nos centros de decisão internacional sobre segurança alimentar, agricultura e desenvolvimento sustentável.
A formalização decorreu na sede da FAO, numa cerimónia organizada por Angola à margem do Fórum Mundial da Alimentação, que conta com a participação do Presidente da República, João Lourenço, em representação do país ao mais alto nível.
A candidatura de Josefa Sacko coloca Angola na disputa pela liderança de uma das principais agências das Nações Unidas, num contexto em que a insegurança alimentar, as alterações climáticas, a produtividade agrícola e a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares continuam a desafiar governos e organizações internacionais.
A eventual eleição da diplomata angolana poderá ampliar a participação africana na definição das prioridades e estratégias globais para o sector, incluindo políticas de combate à fome, promoção da nutrição, modernização da agricultura e reforço da resiliência dos sistemas de produção alimentar.
A FAO presta assistência técnica aos Estados-membros, apoia a formulação de políticas agrícolas e promove iniciativas destinadas a melhorar a produção de alimentos e os meios de subsistência das comunidades rurais. A sua actuação assume particular relevância para África, onde a transformação dos sistemas agroalimentares constitui um dos eixos do desenvolvimento económico, da criação de emprego e da redução da vulnerabilidade alimentar.
Para Angola, a candidatura representa uma oportunidade de reforçar a sua presença institucional no sistema das Nações Unidas e de participar mais directamente nos debates sobre as políticas agrícolas e alimentares à escala global. A concretização desse objectivo dependerá, contudo, do resultado do processo eleitoral e da capacidade de mobilização do apoio dos Estados-membros da organização.
A escolha do próximo director-geral será feita de acordo com os procedimentos estabelecidos pela FAO, cabendo aos seus Estados-membros participar na eleição da liderança da instituição.





