A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) vão debater, a 21 de Outubro de 2026, em Roma, Itália, estratégias de governação participativa para a implementação do direito à alimentação e o reforço da segurança alimentar e nutricional.
O encontro, subordinado ao tema “Governação participativa na CPLP e na CELAC: ensinamentos para a implementação do direito à alimentação e dos instrumentos de política do CFS em contextos regionais”, decorrerá à margem da 54.ª Sessão do Comité Mundial de Segurança Alimentar (CFS), agendada para 19 a 23 de Outubro, na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Organizada em parceria entre o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Brasil (CONSEA) e o Secretariado Executivo da CPLP, a iniciativa reunirá representantes dos Estados-Membros das duas organizações e outras personalidades, com o objectivo de promover a partilha de experiências e a articulação de estratégias para enfrentar desafios estruturais, reforçar a resiliência e melhorar a capacidade de resposta às crises globais.
A iniciativa pretende igualmente destacar o papel da cooperação regional na aplicação dos instrumentos de política do CFS, com particular enfoque nas Directrizes sobre o Direito à Alimentação e noutros mecanismos destinados a promover a segurança alimentar e nutricional.
O encontro assume particular relevância no contexto da celebração dos 30 anos da CPLP e da aproximação dos 15 anos da criação da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional da organização e do respectivo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP (CONSAN-CPLP).
A agenda está também alinhada com o Plano da CELAC para a Segurança Alimentar, a Nutrição e a Erradicação da Fome 2030, reforçando a importância da articulação entre organizações regionais na definição e implementação de políticas públicas voltadas para o combate à fome e à má nutrição.
Com esta iniciativa, a CPLP e a CELAC procuram aprofundar o diálogo institucional, fortalecer os mecanismos de participação social e promover sistemas alimentares mais justos, sustentáveis e resilientes, contribuindo para a concretização do Direito Humano à Alimentação Adequada.




