Programa de 4,2 mil milhões USD para combater a seca integra prioridades de Angola para investidores

Angola está a promover oportunidades de investimento na agricultura comercial, na agro-indústria, nos sistemas de irrigação e nas infra-estruturas de apoio à produção, com o objectivo de reduzir a dependência das importações alimentares, reforçar a segurança alimentar e ampliar a participação do sector privado na economia. As prioridades foram apresentadas pelo secretário de Estado para…
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As prioridades foram apresentadas aos investidores internacionais pelo secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, num fórum de investidores realizado em Banguecoque. A estratégia procura mobilizar capital privado para reforçar as cadeias de valor agro-alimentares.
Economia

Angola está a promover oportunidades de investimento na agricultura comercial, na agro-indústria, nos sistemas de irrigação e nas infra-estruturas de apoio à produção, com o objectivo de reduzir a dependência das importações alimentares, reforçar a segurança alimentar e ampliar a participação do sector privado na economia.

As prioridades foram apresentadas pelo secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, a 13 de Outubro, num fórum de investidores em Banguecoque, à margem das Reuniões Anuais do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Entre as iniciativas destacadas pelo governante está o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul do País (PCESSA), orçado em 4,2 mil milhões de dólares, que abrange as províncias do Cunene, da Huíla e do Namibe. O programa visa contribuir para o combate à fome e à pobreza e melhorar a segurança alimentar, num contexto em que a disponibilidade de água e a capacidade de produção agrícola são factores determinantes para a resiliência das comunidades.

No domínio da segurança alimentar e nutricional, Luís Epalanga apontou a estratégia nacional aprovada em 2025 como instrumento de articulação das medidas destinadas a aumentar a produção, melhorar o acesso aos alimentos e promover a nutrição.

O governante destacou igualmente projectos de apoio à agricultura familiar e comercial, desenvolvidos com o apoio do Banco Mundial, entre os quais o Projecto de Transformação da Agropecuária Familiar de Angola (MOSAP III), o Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC), o Projecto de Apoio à Agricultura Familiar e Comercialização (SAMAP) e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura de Regadio (PROREGA).

Para facilitar o acesso ao financiamento, foram referidas instituições como o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA), o Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA) e o Fundo de Garantia de Crédito (FGC).

Epalanga salientou ainda as iniciativas AgriConnect e AgriInvest, orientadas para a mobilização de financiamento e investimento privado na agricultura e na agro-indústria. O governante mencionou também os programas KWENDA e FRESAN, que apoiam famílias vulneráveis e contribuem para reforçar a resiliência das comunidades face à seca e às alterações climáticas.

No capítulo das infra-estruturas, identificou como áreas prioritárias os sistemas de irrigação, o fornecimento de energia e água, o armazenamento, a conservação a frio, as unidades de transformação agro-industrial e os transportes e a logística. Estas infra-estruturas são essenciais para reduzir as perdas pós-colheita, melhorar o escoamento da produção e aumentar o valor acrescentado gerado no País.

Segundo Luís Epalanga, a articulação entre produção, financiamento e infra-estruturas poderá criar condições para diminuir a dependência alimentar externa, gerar emprego e ampliar as oportunidades de investimento privado. A concretização destes objectivos dependerá, contudo, da capacidade de transformar os programas anunciados em projectos executáveis e de assegurar condições de financiamento e infra-estruturas que tornem os investimentos viáveis.

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