João Lourenço destaca avanços de Angola nos índices de corrupção e transparência

O Presidente de Angola, João Lourenço, afirmou, esta Quinta-feira, que o país melhorou 28 posições no ranking africano do Índice de Corrupção e 19 lugares no índice da Transparência Internacional, em resultado das medidas adoptadas para reforçar o combate à corrupção, melhorar as práticas administrativas e introduzir novos mecanismos de controlo na gestão pública. Ao…
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Presidente de Angola defende que o exercício de funções públicas deve ser encarado como uma responsabilidade ao serviço do Estado e dos cidadãos, e não como um privilégio.
Economia

O Presidente de Angola, João Lourenço, afirmou, esta Quinta-feira, que o país melhorou 28 posições no ranking africano do Índice de Corrupção e 19 lugares no índice da Transparência Internacional, em resultado das medidas adoptadas para reforçar o combate à corrupção, melhorar as práticas administrativas e introduzir novos mecanismos de controlo na gestão pública.

Ao discursar na abertura da 5.ª Sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional, o Chefe de Estado defendeu que o exercício de funções públicas deve ser encarado como uma responsabilidade ao serviço do Estado e dos cidadãos, e não como um privilégio.

Segundo João Lourenço, as reformas implementadas visam promover uma administração pública mais responsável, transparente e comprometida com o interesse colectivo, sublinhando que os titulares de cargos públicos devem cumprir com isenção a missão de servir o país e o povo angolano.

No domínio económico, o Presidente destacou a reorganização das finanças públicas, através do combate aos desequilíbrios acumulados ao longo dos anos, da revisão dos subsídios, da melhoria da gestão da dívida pública, da alteração das regras cambiais, do reforço da arrecadação fiscal e do controlo da despesa pública.

De acordo com o Chefe de Estado, estas medidas foram determinantes para restituir ao Estado a capacidade de executar projectos de investimento público, depois de um período marcado por dificuldades económicas profundas.

Economia cresce 5,3% no primeiro trimestre de 2026

João Lourenço disse que, depois de um período de recessão económica influenciado por factores adversos, a economia angolana retomou a trajectória de recuperação, tendo registado um crescimento real de 3% em 2025, em termos homólogos.

No primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,3%, impulsionado sobretudo pelo dinamismo do sector não petrolífero, que apresentou uma expansão de 6,2%.

O Presidente reconheceu, entretanto, que o desempenho da economia continua a ser influenciado pelo comportamento do sector petrolífero e do gás, devido ao seu peso na estrutura económica nacional e nas contas fiscais e externas do país.

Entre os principais constrangimentos deste segmento, apontou a maturidade dos campos de produção, os problemas operacionais recorrentes e a redução dos níveis de investimento, factores que têm limitado o crescimento da actividade petrolífera.

Apesar destes desafios, o Executivo mantém em curso medidas destinadas a assegurar um volume de produção superior a um milhão de barris de petróleo por dia, procurando garantir maior estabilidade ao sector e reforçar a sua contribuição para a economia nacional.

Sector não-petrolífero assume protagonismo

O Chefe de Estado destacou ainda o papel crescente do sector não petrolífero como principal dinamizador da economia angolana nos últimos dois anos.

De acordo com os dados apresentados no discurso, entre 2022 e 2025, o crescimento médio do PIB não petrolífero foi de 5,2%, reflectindo a dinâmica dos diferentes sectores produtivos.

A evolução, de acordo com João Lourenço, demonstra a importância de continuar a promover a diversificação económica, estimular a produção nacional e criar condições para reduzir a dependência do petróleo.

O discurso de abertura da nova sessão legislativa ficou, assim, marcado pelo balanço das reformas institucionais e económicas, com o Presidente da República a destacar os resultados alcançados no combate à corrupção, na gestão das finanças públicas e na recuperação do crescimento económico, sem deixar de reconhecer os desafios que persistem no sector petrolífero.

 

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