Fotografia e conservação unem-se em livro para valorizar as ilhas dos Bijagós

O arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, ganha uma nova monografia fotográfica destinada a promover internacionalmente a sua riqueza natural e cultural, num momento em que a preservação da biodiversidade e o turismo sustentável assumem crescente relevância. A obra “Bijagós – Ilhas da Humanidade”, do fotojornalista português Gregório Cunha, foi apresentada esta semana em Bissau, com…
ebenhack/AP
Um ano de trabalho documental deu origem a Bijagós – Ilhas da Humanidade, obra do fotojornalista português Gregório Cunha que retrata a riqueza ecológica e cultural de um dos mais importantes santuários naturais da África Ocidental, apresentada esta semana em Bissau.
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O arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, ganha uma nova monografia fotográfica destinada a promover internacionalmente a sua riqueza natural e cultural, num momento em que a preservação da biodiversidade e o turismo sustentável assumem crescente relevância.

A obra “Bijagós – Ilhas da Humanidade”, do fotojornalista português Gregório Cunha, foi apresentada esta semana em Bissau, com o objectivo de contribuir para a valorização deste património.

Editado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), o livro, segundo a Lusa, resulta de um ano de trabalho documental realizado por Cunha durante a sua missão na Guiné-Bissau, entre Junho de 2025 e Junho de 2026, como oficial de comunicação das Nações Unidas.

Com 304 páginas, capa dura e formato de 30 por 30 centímetros, a publicação reúne fotografias, textos de investigadores guineenses e conteúdos sobre biodiversidade, tradições ancestrais, modos de vida das comunidades e desafios da conservação.

A edição bilingue, em português e inglês, pretende alcançar públicos internacionais, incluindo através de eventos ambientais e da distribuição junto de diplomatas e embaixadores.

Segundo Gregório Cunha, o projecto procura “contribuir para a divulgação e preservação do património natural e cultural dos Bijagós”. O fotojornalista assegurou a fotografia, o design e a gestão editorial da obra, organizada em quatro capítulos, três dos quais dedicados às áreas protegidas e aos parques nacionais do arquipélago.

Composto por 88 ilhas e ilhéus, dos quais apenas 22 são habitados, o arquipélago constitui um dos principais santuários ecológicos da África Ocidental. A classificação como Património Mundial Natural da UNESCO, em 2025, reforçou a sua projecção internacional e a importância dos esforços de conservação.

A iniciativa procura associar a divulgação do património à sensibilização para a sua protecção, num território onde a riqueza ambiental e cultural representa também um activo para o desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

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