Angola e Japão estão a explorar oportunidades de investimento em sectores estratégicos para a diversificação da economia angolana, com destaque para a agricultura, energia, mineração, indústria alimentar e infra-estruturas, incluindo o Corredor do Lobito.
As possibilidades de cooperação foram analisadas esta Segunda-feira, 19 de Outubro, em Luanda, durante um encontro entre o ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, e uma delegação empresarial japonesa liderada pelo embaixador do Japão em Angola, Hiroaki Sano.
As conversações abrangeram igualmente os transportes marítimos, a logística e os serviços financeiros, áreas com potencial para dinamizar a produção nacional, melhorar o escoamento de mercadorias e reforçar a ligação de Angola aos mercados regionais.
Durante a audiência, Victor Hugo Guilherme apontou a segurança alimentar e o desenvolvimento do capital humano como prioridades nacionais, defendendo a introdução de novas tecnologias na agricultura, a formação de quadros e o desenvolvimento integrado dos corredores económicos, incluindo o do Lobito e o Corredor Sul. A aposta nestas infra-estruturas visa ampliar a capacidade produtiva e facilitar o acesso dos produtores aos mercados.

Por seu turno, Sato Joji, director-executivo da Organização de Comércio Externo do Japão (JETRO) em Nairobi, manifestou o interesse das empresas japonesas em estabelecer parcerias de longo prazo com Angola, tendo como prioridades a transferência de tecnologia, a criação de emprego, a capacitação de quadros nacionais e o desenvolvimento de cadeias de valor.
A delegação japonesa manifestou também interesse em conhecer projectos e infra-estruturas no terreno, estando previstas deslocações à província do Huambo e a zonas abrangidas pelo Corredor do Lobito, com o objectivo de avaliar oportunidades nos sectores produtivos.
A cooperação com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), particularmente na formação de quadros nacionais, foi igualmente abordada no encontro.
O interesse manifestado pela delegação japonesa abre espaço para uma eventual aproximação entre empresas dos dois países, num contexto em que Angola procura atrair investimento capaz de ampliar a produção interna e reduzir a dependência das receitas petrolíferas.





