Mariaruby aposta na valorização das gemas e na formação em lapidação em Moçambique

A Mariaruby, marca de joalharia fundada em 2022, oficializou a sua entrada no mercado moçambicano com a apresentação de 250 peças distintas, confeccionadas com gemas naturais de Moçambique e de outras origens, numa iniciativa que pretende valorizar os recursos minerais do país através da criatividade, do conhecimento técnico e da identidade local. Em entrevista à…
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Marca de joalharia apresentou 250 peças com pedras preciosas naturais de origem moçambicana e de outros países e pretende contribuir para a criação de emprego qualificado e para o desenvolvimento da transformação local dos recursos minerais.
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A Mariaruby, marca de joalharia fundada em 2022, oficializou a sua entrada no mercado moçambicano com a apresentação de 250 peças distintas, confeccionadas com gemas naturais de Moçambique e de outras origens, numa iniciativa que pretende valorizar os recursos minerais do país através da criatividade, do conhecimento técnico e da identidade local.

Em entrevista à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA a propósito do lançamento, Cheila Gomes fundadora da marca considerou que a iniciativa representa a concretização de uma visão construída a partir da sua ligação a Moçambique e da experiência profissional no sector extractivo.

Segundo Cheila, o projecto pretende contribuir para uma maior valorização das pedras preciosas, promovendo a sua transformação em peças de joalharia e incentivando o desenvolvimento de competências especializadas no país.

A responsável defendeu que a transmissão de conhecimentos adquiridos no estrangeiro, aliada à formação em lapidação, poderá ajudar a criar emprego qualificado, ampliar as oportunidades para os jovens e permitir que uma parcela maior do valor gerado pelos recursos minerais permaneça na economia moçambicana.

Entre as prioridades da Mariaruby está o desenvolvimento de conhecimentos técnicos ligados à transformação das gemas, particularmente na área da lapidação, considerada importante para acrescentar valor às pedras preciosas antes da sua comercialização.

A criadora da marca sublinhou que o desenvolvimento destas competências em Moçambique poderá contribuir para fortalecer a cadeia de produção da joalharia e criar oportunidades para profissionais interessados em especializar-se neste segmento.

Um dos principais desafios, acrescentou, consiste em assegurar a qualidade e a consistência ao longo de todo o processo produtivo, desde a selecção das pedras até ao acabamento final das peças.

No entanto, referiu que a natureza das gemas exige cuidados específicos, uma vez que cada pedra apresenta características próprias e necessita de técnicas adequadas para preservar as suas qualidades e realçar o seu potencial estético.

Neste contexto, a formação profissional e o domínio de técnicas especializadas são apontados como factores essenciais para o desenvolvimento de uma indústria de joalharia mais competitiva em Moçambique.

Para Cheila a escolha de Moçambique para a entrada oficial da Mariaruby no mercado está relacionada com a ligação pessoal e profissional da responsável ao país, onde trabalhou durante vários anos no sector extractivo.

Essa experiência permitiu-lhe conhecer de perto a riqueza e o potencial das gemas moçambicanas, reforçando a convicção de que existe espaço para desenvolver competências locais, produzir joalharia e projectar internacionalmente a identidade associada às pedras preciosas do país.

Fundada em 2022, a marca atravessou uma fase de construção e consolidação antes de avançar para esta apresentação oficial. Segundo explicou, a entrada no mercado moçambicano exigia uma proposta consistente, sustentada pela qualidade dos produtos e por uma perspectiva de crescimento a longo prazo.

“A estratégia passa agora por aproximar a marca dos consumidores moçambicanos e estabelecer parcerias que contribuam para a valorização das gemas e para a formação de profissionais”, disse.

Ambição internacional e crescimento sustentável

A Mariaruby pretende igualmente ampliar a sua presença noutros mercados, mantendo uma estratégia de expansão assente em parcerias e na procura de públicos que valorizem a qualidade das peças, a origem das pedras preciosas e a identidade da marca.

A responsável salientou, contudo, que a prioridade consiste em assegurar um crescimento sólido e sustentável, consolidando a presença da empresa antes de avançar para novas geografias.

Com a apresentação das 250 peças, a marca procurou demonstrar a diversidade das gemas naturais e as possibilidades da sua transformação em joalharia, recorrendo a pedras moçambicanas e de outras origens.

A expectativa é que o lançamento constitua um ponto de partida para novas oportunidades comerciais e para iniciativas de formação e capacitação, contribuindo para aproximar a riqueza mineral de Moçambique da produção de bens de maior valor acrescentado.

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