Cabo Verde importou bens no valor de 177.728 milhões de escudos entre julho e setembro de 2026, contra 51.608 milhões no mesmo período do ano passado. Os bens de capital representaram 68,4% dessas compras ao exterior, quando um ano antes tinham um peso de 19,5%.
Na análise por produtos, o INE atribui o aumento global sobretudo à categoria de reatores e caldeiras, cujo valor importado passou de 2.855 milhões para 118.060 milhões de escudos. Esta categoria concentrou 66,4% das importações. Excluindo-a nos dois períodos, o crescimento das compras ao exterior seria de 22,4%.
As exportações nacionais também aumentaram, mas a um ritmo bastante inferior. Somaram 2.637 milhões de escudos, mais 11,8% do que no terceiro trimestre de 2025, o equivalente a um acréscimo de 278 milhões de escudos.
O défice da balança comercial de bens agravou-se, assim, em 255,5%, passando de 49.249 milhões para 175.091 milhões de escudos. A taxa de cobertura das importações pelas exportações nacionais recuou de 4,6% para 1,5%.
Portugal manteve-se como o principal fornecedor de Cabo Verde, com 72% do valor total importado, seguido da Espanha, com 5,8%, e da Nigéria, com 5,1%. No conjunto, a Europa foi responsável por 82,5% das compras cabo-verdianas ao exterior.
Além do aumento dos bens de capital, as importações de combustíveis cresceram 77,6% e as de bens de consumo subiram 8,9%. Os bens intermédios foram a única grande categoria económica a registar uma diminuição, de 0,4%.
Nas vendas ao exterior, os preparados e conservas de peixe continuaram a ser o principal produto exportado, com 64,6% do total, embora o seu peso tenha recuado face aos 85% registados no período homólogo. Seguiram-se os selos postais, com 21,7%, e o vestuário, com 4,8%.
A Espanha foi o principal destino das exportações cabo-verdianas, absorvendo 56,8% do total, seguida do Reino Unido, com 21,7%, de Portugal, com 8,5%, e de Itália, com 7,6%. A Europa concentrou 94,7% das vendas externas.
As reexportações, contabilizadas separadamente das exportações nacionais, atingiram 11.048 milhões de escudos, um crescimento de 51,7% face ao terceiro trimestre de 2025.





