Uma exposição de gravuras do líder histórico sul-africano, Nelson Mandela, está patente desde hoje, na galeria de artes Howard’s Folly e deverá manter-se até ao próximo dia 12 de Setembro.
Promovida pela fundação House of Mandela Art, em parceria com a Sovereign Art Foundation, as obras serão apresentadas exclusivamente em Howard’s Folly, local escolhido pelo guardião das referidas obras e proprietário do The Place at Evoramonte, o também sul-africano, Mitch Webber, que as trouxe a Portugal pela primeira vez em 2019.
Serão apresentadas um conjunto de 36 criações, datadas de 2001 a 2005, que espelham a conhecida história da vida do líder político. A obra é constituída por duas séries de desenhos e pinturas, nomeadamente Luta e Ilha Robben.
A série Luta (Struggle Series), as primeiras obras de Mandela, é constituída por cinco desenhos que sintetizam a história da sua vida: o Punho Cerrado – que representa os anos de luta e a prisão; as suas mãos atadas – que simbolizam o seu encarceramento durante 27 anos, a Liberdade o partir os grilhões; a Unidade – Nelson Mandela não se limitou a unir a sua nação e continente, tendo estendido a sua mão de amizade a todo o mundo; e a Mão estendida na direção da mão de uma criança, refletindo a sua crença nos mais jovens.
Já a série Ilha Robben (Robben Island Series) surge em 2002, quando Nelson Mandela cria uma série de gravuras que evocam o tempo que passou em Robben Island, onde regressou para melhor capturar a sua essência, usando cores garridas numa série de trabalhos intitulados “a cela”, “a janela”, “a igreja”, “o farol” e “o porto.
Algumas das imagens em exposição são gravuras assinadas e pertencem à colecção da fundação House of Mandela Art, que estarão à venda a preços que vão desde os 150 euros aos 42 mil euros, cujas receitas se reverterão a favor da referida fundação e da Sovereign Art Foundation.
Mandela nasceu a 18 de Julho de 1918 e faleceu a 05 de Dezembro de 2013. O líder político travou guerras contra a apartheid, governou a África do Sul por cinco anos, além de ganhar o prêmio Nobel da Paz, em 1993, por actuar politicamente contra o processo de segregação racial que instaurava o território sul-africano.





