A taxa de inflação em Angola subiu ainda mais pelo quarto mês consecutivo, chegando ao nível mais elevado desde julho de 2017, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), analisados pela filial africana da Oxford Economics, a consultora NKC Research Economics, que se destaca em análises de política económica e independente de África.
Num comentário à evolução dos preços enviado aos seus clientes, os analistas estimam que a subida dos preços, durante a totalidade deste ano, deverá ficar nos 23,7%, acima dos 22,2% registados no ano passado, segundo avança a agência Lusa.
Por outro lado, acrescentam, o encarecimento dos bens e serviços deverá ter impacto na evolução do kwanza. “Antevemos que a taxa de câmbio média para o kwanza vá depreciar-se até final do ano para os 666 kwanzas por dólar, num contexto de alguma recuperação dos preços do petróleo”, perspectiva a NKC.
A consultora considera que a depreciação do kwanza vai colocar alguma pressão sobre os preços para os consumidores, devido à forte dependência de Angola de bens importados.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) tem recomendado às autoridades para ‘apertarem’ a política monetária, num contexto de recuperação gradual da economia, o que inclui aumentar as taxas de juro em termos reais.
“Com isto em mente, e devido às preocupações com o aumento da inflação, o Banco Nacional de Angola aumentou a taxa de juro base em 450 pontos base, para 20%, na sua reunião de Junho”, lembram os analistas da NKC Research Economics.
De acordo com o INE, os preços registaram uma subida de 25,7% em Julho face ao mesmo mês do ano passado, o que representa uma aceleração face à subida de Junho (25,3%), também em comparação com o mesmo mês de 2020.





