Número de trabalhadores em lay-off cai em Cabo Verde pelo quarto mês consecutivo

O sector empresarial público e privado cabo-verdiano fechou o mês de Junho a registar a quarta queda consecutiva no número de trabalhadores em situação de lay-off – expediente administrativos de suspensão temporária do contrato de trabalho, com um total de 4.910 funcionário, de acordo com o relatório mensal do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).…
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O regime foi adoptado para reduzir a propagação da Covid-19 e abrangia mais de 5 mil funcionários. Do total de trabalhadores com suspensão do contrato, mais de 55% são mulheres.
Economia

O sector empresarial público e privado cabo-verdiano fechou o mês de Junho a registar a quarta queda consecutiva no número de trabalhadores em situação de lay-off – expediente administrativos de suspensão temporária do contrato de trabalho, com um total de 4.910 funcionário, de acordo com o relatório mensal do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

Dados consultados pela Lusa indicam que do total de trabalhadores abrangidos pela medida, criada para minimizar a propagação da pandemia da Covid-19, e que continuam a receber 70% do salário, 2.711 (correspondente a mais de 55%) eram mulheres.

Com origem no inglês, a expressão lay-off é uma situação de suspensão temporária do contrato de trabalho, seja por falta de recursos financeiros para pagamento de salários por parte da entidade patronal, seja por falta de trabalho/actividade que ocupe toda a mão-de- obra da empresa.

A medida foi adoptada pelas autoridades de vários países pelo mundo, desde Março de 2020, altura em que a Covid-19 paralisou a actividade laboral empresarial em todo o lado. Cabo Verde não foi excepção e embarcou na estratégia.

De acordo com dados do INPS, o número de trabalhadores em lay-off está em queda desde então, num regime simplificado de suspensão do contrato de trabalho suspenso, depois de uma subida em Fevereiro para os 5.578 funcionários abrangidos.

Segundo ainda o  instituto, de  lá para Junho, foi sempre a recuar, já que em Março o número de profissionais em regime de suspensão de trabalho foi de 5.548, em Abril 4.974, em Maio 4.945 e em Junho fixou -se nos 4.910 trabalhadores. De acordo com as estatísticas oficiais, trata-se do registo mensal mais baixo desde o início da pandemia.

Mas para tornar o lay-off funcional, o INPS teve de ‘abrir mão’ de parte da sua tesouraria. Ou seja, o organismo gastou, em Junho, 1,37 milhões de dólares, equivalentes a mais de 128,7 milhões de escudos, a moeda do arquipélago, para comparticipação do lay-off (45% do salário auferido anteriormente pelo trabalhador).

Geograficamente, a ilha do Sal foi a que mais concentrou,  em Junho, o maior número de  trabalhadores em lay-off, com um total de 2.806, uma forte quebra face aos 3.386 assinalados em  Fevereiro, seguido pela Boa Vista, que fechou o período com um total de 1.158.

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