O Presidente de Cabo Verde defendeu neste fim-de-semana, na Praia, o alargamento da Parceria Especial com a União Europeia (UE) às áreas da segurança, mobilidade e economia azul, tendo pedido o reconhecimento mútuo dos certificados de vacinação contra a Covid-19.
“Desejando-lhe sucessos no exercício da sua nobre e relevante função e augurando que possa contribuir para o reforço contínuo da aproximação entre Cabo Verde e a UE, bem como na consolidação e alargamento da nossa Parceria Especial, solicitando a sua especial atenção para os dossiês da Segurança, da Mobilidade e da Economia Azul”, apelou o Chefe de Estado cabo-verdiano, momentos depois de ter recebido, no Palácio Presidencial, as cartas credencias da nova embaixadora da UE em Cabo Verde, a portuguesa Carla Grijó.
A UE e Cabo Verde celebraram em 2007 uma Parceria Especial, a única do género no continente africano, que se estende a áreas como a boa governação, segurança e estabilidade, integração regional, convergência técnica e normativa, sociedade da informação e do conhecimento, luta contra a pobreza e desenvolvimento. Entretanto, Cabo Verde já manifestou a intenção de introduzir outros pilares.
A diplomata substitui no cargo a também portuguesa Sofia Moreira de Sousa, que passou para a representação da UE em Lisboa.
“Podemos indubitavelmente considerar que o nosso relacionamento tem sido exemplar e está assente antes de tudo no respeito mútuo e na partilha de valores comuns que, aliados aos laços históricos e culturais com a Europa, continente onde vivem e labutam várias comunidades cabo-verdianas, têm ajudado a cimentar esse excelente relacionamento com a EU […]”, destacou Jorge Fonseca.
Por sua vez, a antiga subdiretora-geral dos Assuntos Europeus do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, Carla Grijó, – indicada a 07 de Setembro pelo Serviço de Acção Externa da UE para chefiar a representação em Cabo Verde, reiterou que a Parceria Especial enquadra as relações com Cabo Verde e “é única no contexto da cooperação da UE com os países da África Caraíbas e Pacífico”, estando “alicerçada em ligações humanas e culturais” e em valores “como o respeito pelos direitos humanos a democracia a boa governação e o Estado de direito”.





