São Tomé e Príncipe recebe financiamento de 10,7 milhões USD para PME

Um desembolso de 10,7 milhões de dólares é o quanto a República de São Tomé e Príncipe deve receber do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD), como parte de um protocolo que pretende alavancar o desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PME) no país que actuam nos sectores da agricultura e turismo, no âmbito do Compacto…
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Apoio vem do Fundo Africano de Desenvolvimento e pretende, entre outros, melhorar o ambiente de negócios no país, por via do corte das barreiras que se consideram prejudiciais ao crescimento das PME.
Economia

Um desembolso de 10,7 milhões de dólares é o quanto a República de São Tomé e Príncipe deve receber do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD), como parte de um protocolo que pretende alavancar o desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PME) no país que actuam nos sectores da agricultura e turismo, no âmbito do Compacto Lusófono.

O anúncio do financiamento vem expresso numa nota emitida pelo organismo financeiro desde Abijan, Costa do Marfim, cujo principal objectivo é ultrapassar as barreiras ainda presentes no sector empresarial de São Tomé e Príncipe.

“O projeto pretende melhorar o ambiente de negócios, através da remoção de gargalos específicos que prejudicam o crescimento liderado pelo sector privado”, explica a nota, saída da sede do grupo Banco Africano de Desenvolvimento, que inclui o FAD.

Também designada Zuntámon, a iniciativa é um projeto que vai, através deste modelo inovador de financiamento de projectos nos países lusófonos, “fortalecer a capacidade e o acesso aos mercados e a crédito para as PME, através de formação técnica e de desenvolvimento empresarial”.

Com esta iniciativa, que abrange também o apoio a instituições como a Agência de Comércio e Promoção de Investimento, as associações empresariais e o banco central são-tomense, o organismo de promoção ao investimento estima que se venham a reduzir o número de dias necessário para resolver uma disputa comercial, que poderá, assim, passar de 1.185 dias, em média, para 600 dias.

“Este projecto vai construir a capacidade de instituições cruciais do Governo de São Tomé. Ao mesmo tempo que melhora o ambiente empresarial para o desenvolvimento do sector privado, vai promover e incentivar a formalização da economia informal para criar mais e melhores empregos, especialmente para mulheres e jovens, que dominam o sector informal”, referiu a diretora do Capital Humano, Juventude e Desenvolvimento de Competências do FAD, Martha Phiri.

Lusa

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