Com olhos na privatização, João Lourenço ‘deixa cair’ conselho de administração da TAAG

O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, exonerou nesta Quarta-feira, 20, o conselho de administração da Transportadora Área Angolana (TAGG), três  anos depois da sua nomeação, num acto que se enquadra no processo de transformação daquela empresa pública em sociedade anónima, de acordo com uma nota da Casa Civil do Presidente da República, distribuída à…
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Nomeados no final do quarto trimestre de 2018, Hélder Preza e vários dos seus administradores deixam de exercer funções à frente da companhia área do país, no âmbito do programa de reestruturação.
Economia

O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, exonerou nesta Quarta-feira, 20, o conselho de administração da Transportadora Área Angolana (TAGG), três  anos depois da sua nomeação, num acto que se enquadra no processo de transformação daquela empresa pública em sociedade anónima, de acordo com uma nota da Casa Civil do Presidente da República, distribuída à imprensa.

Fazendo recurso à Constituição e à Lei de Base do Sector Empresarial Público, João Lourenço ‘deixou cair’, assim, Hélder da Silva Gonçalves de Moura e Preza, até então presidente do conselho de administração, e os 12 administradores que compunham a estrutura de direcção da companhia aérea de bandeira.

De acordo com o documento da Casa Civil do Presidente da República, considerando que o Decreto Presidencial nº 186/20, de 17 de Julho, adequou o valor nominal do capital social da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, SA., bem como redefiniu a sua estrutura accionista, a empresa deixa de ser detida totalmente pelo Estado. A nota da Casa Civil dá ainda conta de que houve a necessidade de se concretizar o Plano de Reestruturação da TAAG, SA, visando incentivar a política empresarial com o propósito de se efectivar os seus objectivos estratégicos.

Entretanto, a nota saída do ‘Palácio da Cidade Alta’, designação oficial da casa do Presidente da República de Angola, não diz quais são os novos gestores da companhia, ou, pelo menos, por qual grupo de gestores a companhia será administrada.

A queda de Hélder Preza, Rui Carreira e vários dos seus administradores segue-se à estratégia do Governo de transformar a TAAG em sociedade anónima. Ou seja, mecanismo que permitirá a entrada de capital ‘fresco’ de outros investidores.

De recordar que a TAAG é uma das empresas incluída no programa de privatizações governo angolano, sendo que, numa primeira fase, a companhia será privatizada parcialmente, com o Estado a manter ainda o capital e parte do controlo operacional.

Até Dezembro de 2020, a TAAG fechou o seu balanço operacional com um prejuízo de 372 milhões de dólares, um aumento de 164% face aos 141 milhões de resultados líquidos negativos registados em 2019, de acordo com o relatório e contas do exercício financeiro do período.

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